30/12/2008
-21:32
Vou ali e já volto
No ano passado, quando eu saí de férias, um leitor do blog disse que não sabia o porquê do meu descanso. Eu sei e pretendo voltar a descansar. Ainda mais com o frio que anda fazendo em Paris neste fim de ano.
O blog continua na França. Eu estou indo para o Brasil, ver se ainda consigo cruzar com a Carla Bruni.
Um feliz 2009 pra vocês!
Até janeiro.
18/12/2008
-11:22
Crise deve colocar água no champagne dos franceses em 2009
As noites de tarô são comuns nos cafés parisienses. Vai-se até ali, senta-se em uma mesa e uma senhora ou um senhor lê seu futuro nas cartas. Ao final, deixa-se dinheiro. Não existe preço, cada um deve colocar valor em suas próprias novidades. Se Marianne, a bela jovem que representa a república francesa, fosse a uma dessas sessões de leitura do futuro, talvez deixasse pouco e saísse irritada com as perspectivas para 2009.
Apesar dos planos do presidente Nicolas Sarkozy para o ano que vem, a França terá de enfrentar o sombrio cenário econômico atual. Nem quem acredita em papai Noel acha que vai conseguir sair apenas arranhado pela crise em 2009. Junto com o champagne, virá janeiro e os resultados das contas públicas mostrarão um terceiro trimestre seguido de contração, colocando o país no nada seleto clube de economias em recessão técnica.
Por mais que queira operar um milagre, o presidente Nicolas Sarkozy não vai conseguir evitar que o país caia no buraco onde já se equilibra capenga pelas bordas. Assim como não existe papai Noel, não existe uma fórmula mágica. Para tentar atenuar os efeitos da crise o governo deve aprovar, já no início do ano que vem, o plano econômico apresentado por Sarko. Mas os esforços não parecem à altura do problema: “apenas” 23 bilhões serão utilizados para estimular a economia francesa.
Na política, talvez a França consiga manter a imagem de um país mais dinâmico passada este ano por Sarkozy, principalmente no segundo semestre, quando assumiu a presidência do Conselho Europeu e liderou as reuniões do bloco. A força política do presidente pode se consolidar com as eleições européias, em junho de 2009. Tudo vai depender de como seu partido, UMP, vai gerir os conflitos internos que começam a aparecer com mais freqüência. O pleito também será a oportunidade para o Partido Socialista tentar sair do pântano no qual se meteu desde a derrota nas presidenciais de 2007.
Uma série de reformas deve ser adotada em 2009. O problema é que qualquer tentativa de mudar o sistema francês gera conflitos que podem tomar proporções nacionais. Ou seja, o próximo ano promete novas manifestações e greves. O estopim pode ser os estudantes do ensino médio, que já começaram a protestar nas ruas do país contra novas regras para as escolas. Se a empolgação com o movimento estudantil na Grécia chegar até aqui, talvez o ano comece com os jovens franceses revoltados de verdade.
Mas 2009 também será o Ano da França no Brasil, o que deve aproximar ainda mais os dois países. Centenas de eventos estão agendados em todos os setores, em uma tentativa de repetir o sucesso do Ano do Brasil na França, em 2005, que encantou os franceses viciados em um exotique.
O próprio Sarkozy viaja para o Brasil neste fim de semana, para inaugurar o Ano da França no Brasil e aproveitar para fechar negócios. Dizem que ele irá passar o reveillon na Bahia, junto com Carla Bruni e um grupo de amigos.
Eu não acredito em leitura de tarô, mão, bola de cristal, búzios, borra de café ou croissant. Sou um pouco cético. Mas, se fosse o presidente, aproveitaria a oportunidade baiana para oferecer umas flores a Iemanjá e pedir que, ao contrário do que se anuncia, 2009 seja um ano próspero para a França.
16/12/2008
-10:25
Grupo afegão coloca explosivos em loja de Paris
Cinco bananas de dinamite foram encontradas pela polícia francesa, na manhã desta terça-feira, dentro da loja de departamentos Printemps, uma das maiores e mais movimentadas de Paris.
Os explosivos foram descobertos dentro de dois banheiros da loja, às 10h30m (7h30m, em Brasília). A polícia informou que todo o prédio foi evacuado em seguida, mas testemunhas citadas pelo jornal "20minutes" afirmam que 45 minutos após o início da operação, pessoas ainda circulavam pelos andares da Printemps.
Algumas horas antes, a agência de notícias francesa AFP recebeu um comunicado informando sobre a presença dos explosivos na loja. Assinado pela desconhecida Frente Revolucionária Afegã, o texto exige a retirada das tropas do Afeganistão.
“Faça com que essa mensagem chegue ao seu presidente da república: Que ele retire suas tropas de nosso país (Afeganistão) até o fim de fevereiro de 2009, se não, nós passaremos a ação contra suas grandes lojas de capitalistas, mas, dessa vez, sem aviso”, diz a mensagem do grupo.
Em comunicado, o ministério do Interior francês informou que nenhuma das cinco bananas de dinamite estava ligada a um detonador, o que impossibilitava as explosões.
A Printemps é uma das maiores lojas de departamentos de Paris, tem três edifício, o mais alto deles, com nove andares. Ela fica situada ao lado das famosas Galeries Lafayette. Milhares de pessoas passam pelo local diariamente. Com as festas de fim de ano, esse número cresce consideravelmente.
Em uma coletiva de imprensa em Estrasburgo (nordeste da França), o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu “prudência nas reações” ao ataque e reafirmou sua “vigilância” e “firmeza” diante do terrorismo.
Em novembro passado, foi divulgado um vídeo no qual um chefe talibã reivindica a emboscada que matou 10 soldados franceses no Afeganistão, em agosto deste ano. O homem também ameaça atacar Paris se a França não retirar suas tropas do país.
12/12/2008
-18:39
Carla Bruni não gostou da bolsa onde aparece nua

Com a família presidencial não tem perdão. Depois de Nicolas Sarkozy, agora foi a vez da primeira-dama, Carla Bruni, entrar com uma ação contra uma empresa que decidiu usar a sua imagem sem pedir permissão.
A empresa Pardon, baseada nas Ilhas Reunião, colocou no mercado uma bolsa que irritou a primeira-dama. Com um foto de Carla Bruni nua e a frase “Mon mec aurait dû m’acheter du Pardon”, (Meu homem deveria ter me comprado Pardon) a bolsa tem feito sucesso. O cliente pode comprá-la por módicos três euros ou levar de brinde em compras acima de cindo euros.
O advogado de Carla garante que a bolsa é um atentado à imagem da primeira-dama e exige a proibição de venda do artigo, além de uma indenização de 125 mil euros, por danos morais e matrimoniais.
Em espírito de Natal, a primeira-dama já avisou que se ganhar a causa, o dinheiro será doado para uma associação de caridade.

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