Ir para conteúdo



O Globo

Blogs


Edição digital No celular No e-mail

 Clique para assinar O Globo


Sites de Colunistas

CIÊNCIA

CULTURA

ECONOMIA

EDUCAÇÃO

ELEIÇÕES AMERICANAS

ESPORTES

MULHER

MUNDO

PAÍS

RIO

RIO SHOW

SÃO PAULO

TECNOLOGIA

VIAGEM

VIVER MELHOR

Busca por
palavra-chave:
Antônio Carlos Miguel

"Um blog quase diário sentimusical"

antonio@oglobo.com.br

Enviado por Antônio Carlos Miguel -
17/11/2008
-
22:37

Camelo depois da chuva

a chuva (santa?) que desabou no Rio pouco depois das 16h e alagou, parou muitos trechos da cidade, impediu que muita gente fosse até o Auditório do Globo, onde Marcelo Camelo conversou com cerca de 60 fãs. Esses privilegiados, alguns encharcados, puderam passar um início de noite íntimo com o barbudo, que, ao violão, também mostrou algumas de suas canções e, falante e simpático, espantou a fama de carrancudo que tentam lhe carimbar. A série Encontros O Globo Música, com a duração em torno de uma partida de futebol, tem dois tempos: no primeiro, o entrevistado responde a perguntas de uma pessoa indicada por ele (desta vez foi Arthur Dapieve) e de dois da redação (o repórter William Helal Filho e o que digita essas linhas); no segundo, alternamos perguntas enviadas pelos leitores e feitas pela platéia.

Camelo pode ter surpreendido quem o tacha de marrento - se é que esses estiveram lá. Nunca dei muita importância a isso, também pelo fato de que é a música dele, desde os Hermanos, o que realmente conta, e vai ficar.

mais detalhes vamos ter na cobertura do Globo na  internet, nesta terça, e no Segundo Caderno de quarta. E, em breve, assim que acabarem de subir no YouTube, boto no ar alguns dos trechos musicais que filmei.


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
16/11/2008
-
22:27

uma jóia pescada no YT


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
16/11/2008
-
16:29

a vida segundo Waly Salomão

os poemas, lidos por Antonio Cícero, que atravessam "Pan-cinema permanente" dão a real dimensão de Waly Salomão, o personagem no filme de Carlos Nader. Retrato, falado por alguém tão próximo, que melhor capta a essência desse ser que tão profundamente juntou vida e arte.

por 15 anos, Nader acompanhou, filmou o amigo que, agora, cinco anos e meio após sua morte, renasce nesse documentário, desde sexta-feira em exibição no circuito comercial. Sim, Waly era exuberante, em alguns momentos, até demais, como comenta Caetano Veloso num trecho, mas quase sempre certeiro. Um dos seus filhos, Khalid ou Omar, diz que as lembranças mais fortes que tem de seu pai são dele quieto, em seu canto, escritório, lendo, escrevendo. No entanto, para quem o conheceu, é o falante, alguns tons acima da média, flagrado por Nader na Síria, na Amazônia, na França, no Rio, em Salvador, aquele que fica. "Pan-cinema permanente" traz nas entrelinhas o poeta, além da teatralidade, que tanta importância teve.

Nader conta em alguns momentos da dificuldade, ou impossibilidade de registrar o Waly além do personagem que surgia assim que a câmera era ligada. Até perceber que seu filme era também sobre essa linha fronteiriça entre a vida real e a sonhada, almejada, encenada. "A vida é sonho" dizia Waly, que viveu intensamente seu sonho/vida.

em outro momento definitivo, Waly conta que letra de música, direção de show, produção de disco foram formas de trazer o leite das crianças, que seu foco era a poesia. Algo que o filme de Nader agora prova.

a foto, muda, como são as fotos (que fiz por volta de 1985), flagra o Waly falante e barroco que, às vezes, encobriu o poeta. Mas, como o filme mostra, ele era a soma de tudo isso, e mais.

 (ao fundo, "The creators", Bobby Hutcherson, disco "Now", que entrou a esmo, é boa trilha, como que comentando e complementando tudo isso, e mais)

PS: teríamos que rever o filme, mas acho que os ultimos versos do poema que tanto me interessou, e reproduzo abaixo, não estão na leitura de Cícero... Quem será que editou/cortou? O próprio, durante a seleção e leitura dos textos, ou o editor, durante a montagem de "A vida é sonho"?

então, Waly Salomão:

Exterior

 

Por que a poesia tem que se confinar
às paredes de dentro da vulva do poema?
Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
                               da greta
                               da gruta
e se espraiar em pleno grude
                      além da grade
do sol nascido quadrado?

Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?

Por que a poesia não pode ficar de quatro
e se agachar e se esgueirar
para gozar
- CARPE DIEM! -
fora da zona da página?

Por que a poesia de rabo preso
sem poder se operar
e, operada,
                  polimórfica e perversa,
não poder travestir-se
                  com os clítoris e os balangandãs da lira?


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
16/11/2008
-
12:40

Y fez esse flagrante...

de uma das integrantes da família que tem nos visitado, ou vive com a gente. Na verdade, até então, sabíamos de duas corujas, e hoje, ele viu três. Mas, estabanado que sou, ao chegar à varanda, duas voaram e se esconderam num pau d'água -  que, à noite, tem perfumado o ar em sua volta, chegando forte até nossa sala.

sobrou no pé da uvaia essa, clicada por Y e que, agora, olha através desse blogquasediariosentimusical.


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
15/11/2008
-
19:31

pós-dylan

Hair Pie: Bake 1 4:59 Captain Beefheart Trout Mask Replica Pop/rock 1 15/11/08 19:29
The Girl In White 5:45 Nick DeCaro Love Storm Pop/rock 1 15/11/08 19:24
Meditazione orale 5:17 Ennio Morricone Ennio Morricone per Pier-Paolo Pasolini Soundtrack 1 15/11/08 19:19
Coming Home 3:27 k.d. lang Watershed Pop 1 15/11/08 19:13
Bye-Bye Bird 1:23 Ed Motta Um Contrato Com Deus Brasil 1 15/11/08 19:10
Aquelas Coisas Todas 6:03 Till Brönner Rio Jazz 1 15/11/08 19:09
Foi À Noite 2:05 Johnny Alf Johnny Alf - A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores E Intérpretes Brasil 1 15/11/08 19:03
A Paraíba não é Chicago 3:47 Marina Machado Tempo quente 2 15/11/08 19:01
Step lightly 4:36 Grassella Oliphant The Grass Roots 1 15/11/08 18:57
Lisa 3:40 Burt Bacharach Reach Out Música Amena 1 15/11/08 18:52
The Tokyo Blues 7:39 Horace Silver The Tokyo Blues Jazz 2 15/11/08 18:49
O Samba Chora 4:55 Kiko Klaus Kiko Klaus - O Vivido E O Inventado Brasil 2 15/11/08 18:41
Eu Hoje Acordei Com A Luz Do Sol 2:55 Hareton Salvanini S.P /73 Brasil 1 15/11/08 18:36
Like a Rolling Stone 4:53 Rotary Connection Rotary Connection 2 15/11/08 18:34
Remember How We Started 3:44 Paul Weller Paul Weller Pop/rock 1 15/11/08 18:29
I Won't Dance 2:46 Blossom Dearie Verve Jazz Masters 51 Vocal 1 15/11/08 18:25
Cal Tjader & Charlie Byrd / Ta 6:14 Various Groovy Volume 2 - A Collection Jazz 2 15/11/08 18:22
perseguição 2:17 Hareton Salvanini A virgem de saint tropez(c/beto ruschel) Brasil 2 15/11/08 18:16
06 - Love Is A Beautiful Thing 2:33 The Young Rascals Time Peace Pop/rock 1 15/11/08 18:14
Paranóia 5:43 Kiko Klaus Kiko Klaus - O Vivido E O Inventado Brasil 2 15/11/08 18:12
A Deputada Caiu 2:04 Eduardo Dussek Olhar Brasileiro Brasil 2 15/11/08 18:06
Iracema Brasil 2:44 Eduardo Dussek Olhar Brasileiro Brasil 1 15/11/08 18:04
What Can Love Do 2:53 Stephen Bishop Bish Pop/rock 1 15/11/08 18:01
krazy 3:40 Antoinique Introducing Antoinique Soul/Funk 2 15/11/08 17:59
Medina 10:58 Bobby Hutcherson Medina & Spiral Jazz 2 15/11/08 17:55


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
15/11/2008
-
12:18

sinais

"Religião é uma palavra suja. Não significa coisa alguma. Em nome da religião as pessoas têm sido estupradas, assassinadas e pervertidas. A religião de hoje é a servidão de amanhã." (Bob Dylan, em 1984, quando lançou o disco "Infidels")


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
14/11/2008
-
18:30

CDs e DVDs recebidos entre 10 e 14/11:

14/11:
Nelson Sargento — “Versátil” (Olho do Tempo) 
“Estrelas do Natal” — Diversos (MZA) 
Adelson Vianna — “Acordeom brasileiro” (Biscoito Fino)
Leonel Laterza — “Esmeraldas” (ind.)


13/11:
Garganta Profunda — “Quando a esquina bifurca” (Rob)
Michael Jackson & Jackson 5 — “The Motown years” (Universal)
DVD Pavarotti — “The duets” (Universal)
“Rocknrolla” — Diversos (Universal)
Amy Winehouse — “Frank” (Universal)
Kaiser Chiefs — “Off with their heads” (Universal)
CD Demo Carlinhos Zodi — “Mundo mais bonito” (ind.)


12/11:
Bob Dylan — “Tell tale signs/Rare and unreleased/1989-2006” (Sony BMG)
Underoath — “Lost in the sound of separation” (EMI)
Mão de Oito — “Vim” (ind.)
Jerry — Croa — “Atlântida Pantanal” (ind.)


11/11:
BeBossa (Sala de Som)
CD demo Tato Taborda — “Música para orquestra” (ind.)
“Coletânea brasileiríssima/Música de Minas no ar” — Diversos (7 CDs) (ind.)


10/11:
CD/DVD Silvia Machete — “Eu não nenhuma santa” (EMI)
Jam da Silva — “Dia santo” (ind.)
Alison — “4” (EMI)
DVD Charlie Brown Jr. — “Ritmo ritual e responsa/Ao vivo” (EMI)
DVD “All together now/A documentary film/The Beatles love” — Cirque Du Soleil (EMI)
Trilha de “Negócio da China” — Diversos (Som Livre)
“Como vai você” — Diversos (Som Livre)
CD/DVD Tchê — “Garotos do Brasil” (Som Livre)
Nat King Cole — “Classic” (Som Livre)
Celebrare — “O melhor da festa” (Deckdisc)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
14/11/2008
-
11:48

esparsas

não rolou troféu para Morelenbaum e Julieta Venegas. Lá em Houston, o pop colombiano Juanes ficou com os principais prêmios do Grammy Latino. Roberta Sá e Diogo Nogueira, indicados para revelação, perderam para Kany Garcia (quem? não vou parar para googlear agora). Enquanto isso, em São Paulo, pelo relato de Jamari, a versão brasileira do Grammy Latino parece ter sido um mico.

@@@@@

compositor, violonista/guitarrista, Chico Pinheiro agora também é blogueiro: www.pinheirochico.blogspot.com/

@@@@@

manhãs de sextas, quase sempre dou uma garimpada nos CDs que, no fim da tarde, estarão na lista dos recebidos na semana. Sim, reclamo de barriga (ou estante de CDs) cheia, mas... que tédio!!! Quanto disco ruim.

@@@@@

"Dia santo", de Jam da Silva, que rola agora, é boa exceção.

@@@@@

fixação (e outro antídoto contra a mesmice): enquanto não vem o novo disco do Prefab Sprout, "Let's change the world with music: The blueprint", confirmado pelo selo inglês Kitchenware para fevereiro de 2009, baixo um álbum de lados B, "Silhouettes", que acabei de encontrar.

PS:  "Johnny, Johnny", do clássico álbum "Steve McQueen", é bacana canção do PF.

 

 

 


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
13/11/2008
-
12:59

Morelenbaum no Grammy Latino

na reportagem do Segundo Caderno de hoje, quinta-feira, na qual listei os brasileiros que conseguiram furar o bloqueio, estão além do gueto BR, ficou faltando o violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum. Ele concorre, com a cantora e compositora Julieta Venegas, numa das categorias principais, na verdade, a de número 1, Gravação do Ano, graças à faixa "El presente", do CD/DVD "MTV unplugged".

Morelenbaum e Julieta também concorrem às categorias Canção do Ano (outra das quatro principais, a de # 3), com a mesma "El presente"; Álbum de Música Alternativa  e DVD, com o projeto da MTV.

o projeto com Julieta é bacana, simbiose de pop (alternativo) e regional mexicano. Lembro-me da primeira vez  que assisti ao acústico de Julieta, num restaurante mexicano em Chicago. Na mesa, rolava alguma estranheza com aquele vídeo acima de nossas cabeças, eu meio que indo contra a corrente, gostando. Quando Morelenbaum e Marisa Monte entraram, caiu a ficha de quem era - que confirmei, perguntando à atendente, também mexicana. Há uns dois anos, tínhamos, K e eu, sido apresentados a Julieta por Érika (ex-penélope, agora Telecats), acho que num show de Kassin + 2 no Odisséia.

em sua mensagem, Morelenbaum também fala de seu atual projeto, "Versões brasileiras para grandes composições de judeus norte-americanos”. As versões são de Carlos Rennó (que há alguns anos fizera outro disco de versões de standards, incluindo estadunidenses não-judeus, como Cole Porter), mas não sei ainda quais os escolhidos, já que a lista é grande, dos pioneiros Kern, Berlin, Gershwin, Rodgers & Hart a gente da geração rock como Leiber & Stoller, Bob Dylan, Leonard Cohen...

então, parabéns, e na torcida por Jaquinho hoje à noite! 

PS: para ilustrar, fui na página dele no MySpace e peguei a imagem mais recente que encontrei, em 2007, cliclado por Julia Gutierrez.


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
13/11/2008
-
11:07

bye, bye, Mitch Mitchell

acabo de saber que Mitch Mitchell, o baterista do Jimi Hendrix Experience, morreu ontem, quarta-feira, em Portland, Oregon, aos 62 anos. Ele tinha encerrado recentemente uma turnê do Experience Hendrix, um tributo a Jimi.

sim, após a morte de Hendrix, Mitchell pouco fez, mas era um grande baterista, contribuindo para os principais discos do guitarrista , os clássicos “Are you experienced” (1967), “Axis: Bold as love” (1967) e “Electric Ladyland” (1968). Com o fim do Experience, Hendrix trabalhou um tempo com Buddy Miles na bateria, mas Mitchell voltou a se juntar ao guitarrista, até a morte dele. Em seguida, junto ao produtor Eddie Kramer, ajudou a completar os álbuns póstumas "The cry of love" e "Rainbow bridge".

então, em homenagem a Michell, uma foto dele em ação e outra no Experience, com o baixista Noel Redding (à esquerda) e Jimi.

(ao fundo, "Born in time", sobra de "Oh, mercy", agora editada em "Tell tale signs", o oitavo volume de "The bootleg series", de Bob Dylan, é boa trilha sonora para a despedida de Mitchell)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
9/11/2008
-
12:19

R.E.M. & Rio

a Arena não chegou a lotar mas o público era caloroso, fez coro em muitas das músicas e Michael Stipe e cia também parecem ter gostado. No fim, antes de engrenar por "Man in the moon", com uma imagem de Barack Obama no telão, Stipe saudou o presidente eleito e agradeceu, pediu desculpas pelo fato de termos agüentado seu país por oito anos nas mãos de Bush.

o R.E.M. continua poderoso, tem um repertório idem, "It's the end of the world as I know it (And I feel fine)", "Nightswimming" (adoooroooo essa), "The one I love", "Losing my religion", "Orange Chrush" estiveram na noite, que já tem lugar na lista de 2008 - K e eu tentamos localizar entre os shows internacionais deste ano e até agora apenas um supera "Accelerate" in Rio, o de Rufus Wainwright, na Sala Cecilia Meireles.

e a presença de Stipe, Kapturada nessas quatro imagens (e alguns vídeos, que vão subindo aos poucos), já vale o passeio.

 

"Everybody hurts":

REM loves Rio

rebolado de Stipe

"Nigthswimming", com beijo de Mike Mills em Stipe:

acústico e ao vivo

"Losing my religion":

"Man on the moon":

 (cartão de memória cheio!)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
8/11/2008
-
10:09

telecoteco

o disco, o terceiro (e não segundo, como eu escrevera e fui corrigido por Daniel Achedjian e pela própria cantora) solo de Paula Morelenbaum, é um achado - e pode ser achado por aí, distribuído que foi pela Universal. Em "Telecoteco - um sambinha cheio de bossa", o repertório é na sua maioria de canções pré-bossa nova, mas que já anunciavam o gênero, como "Não me diga adeus" (lançada em 1947, de Luiz Soberano, Paquito e João Correa da Silva), "Um cantinho e você" (em 1948, de José Maria de Abreu e Jair Amorim) ou "Você não sabe amar" (em 1950, de Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima).

o show, que estreou ontem, sexta-feira, no Mistura Fina, e que terá mais duas sessões hoje - a segunda com participação de João Donato -, mantém no palco o que o disco oferece. Acompanhada por Rick de La Torre (bateria), Pedro Millman (teclados e piano) e Marcos Cunha (baixo e violão) - e com a participação em algumas musicas de Jaques Morelenbaum (cello) -, Paula faz boa mistura, simbiose de acústico e eletrônica, passado e futuro.

K fotografou e filmou alguns trechos (subindo no YouTube) que contam um pouco, mas é show que merece ser conferido por inteiro, assim como o disco.

PS: nesta útima, "Ela é carioca", a (imagino) carioca Dora, filha de Paula e Jaques,

 


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
7/11/2008
-
19:16

CDs e DVDs recebidos entre 3 e 7/11:

7/11:
Jane Duboc — “Canção da espera” (Biscoito Fino)
Pink — “Funhouse” (Sony BMG)
Andrea Sisti — “Italiani d’America” (ind.) 

6/11:
Joe Jackson — “Rain” (Warner)
Beto Cuevas — “Escênico” (Warner)
Hyldon — “Soul brasileiro”  (Opa)
Paulinho Guitarra & The Very Very Cool Cool Band — “Trans space” (Very Cool Music)
Roberto Moraes — “Os grandes sucessos da MPB na harmônica de boca de...” (ind.)
The Cure — “4:13 dream” (Universal)
Keane — “Perfect symmetry” (Universal)

5/11:
Renato Motha & Patricia Lobo — “Rosas para João” (ind.)
Zezé Di Camargo & Luciano (Sony BMG)
César Menotti & Fabiano — “Ao vivo” (Universal)
The Originals — “A festa continua!” (Universal)
Creedence Clearwater Revival — “Creedence Clearwater Revival”, “Bayou Country”, “Green River”, “Pendulum”, “Cosmo’s Factory”, “Willy and The Poor Boys”(Universal)

4/11:
Tom Zé — “Estudando a bossa/Nordeste Plaza” (Biscoito Fino)
Dueto Urbano — “Sobrevivendo” (ind.)

3/11:
DVD Dream Theater — “Chaos in motion” (Warner)
Bloc Party — “Intimacy” (Warner)
Foals — “Antidotes” (Warner)
“Mar Ipanema” — Diversos (ind.)
DVD Elba Ramalho — “Raízes e antenas” (Ramax/Atração)
Aquarela Carioca — “Mundo da rua” (ind.)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
5/11/2008
-
12:07

Legrand chanson et piano, petit voix

como cantor, Michel Legrand sempre foi sofrível, deficiência compensada com sobras por suas canções e seu piano. E, aos 76 anos, agora está perto do horrível, como se confirmou na noite de ontem, terça-feira, para um Canecão com pouco mais de metade de sua lotação.

mas, ouvir a obra na voz (mesmo sofrorrível) de seu autor sempre vale, tem seu charme, Legrand continua ótimo pianista, bem acompanhado pelos (também ótimos) brasileiros Sérgio Barroso (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria), e a noite teve seus belos momentos. Ele alternou as músicas com espirituosas histórias sobre elas; lembrou de sua parceria com Miles Davis (tocando dois temas do último disco do trompetista, "Dingo lament" e "Dingo walk", da trilha sonora que Legrand escreveu para o filme "Dingo"); chamou ao palco sua mulher, Catherine Michel, para um belo duo de piano e harpa na música do filme "Yentl" (fotografados por K); e também a cantora paulistana Patty Ascher, que poderia ser uma solução para compensar sua voz de taquara rachada, mas Patty, que recentemente lançou mais um daqueles projetos de Roberto Menescal, "Bacharach on bossa", não ajudou em nada e, felizmente, limitou-se a uma música apenas.

teve também alguns números "circenses", que ele já fizera em seus últimos shows no Rio, no Mistura Fina da Lagoa, há cerca de oito anos. Num deles, vai passando em seqüência pelos estilos de Art Tatum, Duke Ellington, George Shearing, Errol Garner, Dave Brubeck, Count Basie; noutro, toca sua canção em ritmo de valsa, samba, tango...

durante o show me lembrei de uma tese de Nelson Motta, a de que compositores-pianistas são quase sempre fracos cantores, citando Guilherme Arantes, Ivan Lins, Francis Hime, João Donato... Legrand entraria na lista, mas tanto ele quanto Donato nunca pretenderam ser cantores. E há muita gente que derruba essa tese: sempre adorei Jobim cantando suas músicas; Elton John é grande cantor (e já acertou muito como compositor); e Ray Charles e Stevie Wonder?

bem, deixei os três vídeos que consegui fazer (durante o tema de "Yentl", fui avisado que era proibido filmar) subindo, lentamente, no YouTube e em breve...   

PS: Obama não deve ser visto como o salvador dos EUA, mas pode ser um símbolo de mudanças, que leve àquela nação de volta a alguns dos seus melhores princípios. Chega de arrogância! Acordei no meio da madrugada, liguei a TV e pude assistir ao final de seu discurso de vitória no Grant Park, em Chicago, aonde estive em agosto, na viagem exploratória do TIM Festival, e foi emocionante. Agora é torcer para que ele realmente consiga sacudir seu país e seu povo.


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
4/11/2008
-
12:32

2 bad Donatos

aos 74 anos, bossanova antes mesmo de o gênero nascer, João Donato não precisa de introdução, referência obrigatória que é, em plena atividade, gravando e tocando muito, sendo gravado por tanta gente.

aos 23 anos, Donatinho já mostrou que tem música nas veias e, além de tocar na banda de Vanessa da Mata, no grupo Paraphernalia, desenvolve um trabalho solo que, em breve, cairá na rede.

mas o melhor é saber que os dois também programam mais trabalhos juntos - no ano passado, eles fizeram um arrasador show no Oi Futuro, com Donato no piano e Donatinho nos teclados e programações, mais Alberto Continentino no baixo e Robertinho Silva na percussão. Tem um clima de "A bad Donato", o clássico disco que ele gravou em Los Angeles, em 1970, para o selo Blue Thumb, a convite de Tommy Li Puma (sim, o mesmo atual presidente do selo Verve, que esteve no Rio agora com Diana Krall), mas apontando pro futuro. Aguardemos!

PS: a trilha, ao fundo, é "Groovin' with The Chet Baker Quintet", um disco de 1965, que escuto no CD japa que Donato trouxe de Tóquio. (obrigado!!!)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
3/11/2008
-
20:45

novo blog

como alguns já comentaram, estreou o blog Sobre Drogas (oglobo.globo.com/blogs/sobredrogas/), no qual sou um dos colaboradores. Quanto aos comentários, minha sugestão é que cada postador administre os de seus respectivos posts. Em breve, engrenaremos - eu, pelo menos,  botei algo na sexta-feira, e só hoje à tarde, alertado aqui no blogquasediariosentimusical, voltei e vi os comentários.

é mais trabalho que tempo, e, acreditem, não ganhamos um centavo a mais por isso.

Susana Ribeiro nos flagrou no sarau C.U. - e, no fim da tarde de hoje, fiquei sabendo, ao receber duas fotos. Então, ainda em ritmo de comemoração, o casal vermelho numa delas.

(trilha sonora? o prefixo do JN, na sala, torcendo por Obama, Tsonga e Hamilton, os dois últimos, pelo menos, venceram, ontem)

 


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
2/11/2008
-
14:03

Diana Krall Live in Rio

ela fez a coisa certa, o show corrido e, no bis, após "S' wonderful", comunicou à platéia que iria regravar algumas das canções. Daí novas doses de "Let's face the music and dance" (este, um dos standards com a roupagem bossa-novista), do quase standard do maridão Elvis Costello e do tema suingado de um de seus ídolos, Nat King Cole...

mesmo assim, quem assistir ao DVD terá impressão bem melhor da noite. O concerto do ano passado, por exemplo, foi superior, incluindo no item participação da platéia, que ontem, voltou a fazer coro (mas nas originais em português, enquanto Diana cantava as versões em inglês) em clássicos como "So nice" ("Samba de verão"), "Quiet nights" ("Corcovado") e "Girl from Ipanema".

a música de Diana Krall e seu ótimo grupo - Anthony Wilson (guitarra), Jeff Hamilton (bateria) e John Clayton (contrabaixo) -, reforçados pelo percussionista Paulinho da Costa e por uma orquestra regida por Ruriá Duprat, teria mais a ver com um Municipal, um Casa Grande, do que o Vivo Rio. Ainda mais para quem, com K e eu, ficou numa mesa lateral, ao fundo. O jazz suave de DK misturava-se a garçons barulhentos, clientes idem e, para culminar, lá pela metade do show, ganhamos a companhia de duas moças que conversavam animadamente durante as músicas - papo só interrompido para os aplausos, nos quais elas conseguiam ser mais animadas ainda.

numa de suas falas, Diana comentou ver muitas latas nas mesas - "Taças de champagne seriam mais apropriadas", brincou. Curiosamente, à nossa frente, oito, dez mesas vazias ostentavam taças, também vazias, que, perto do fim do concerto, filtravam as imagens que o câmera captava do palco. Ou seja, depois, é só editar, vai ficar bonito, ainda mais com todas as mesas, incluindo as nossas, com velas acesas.

Diana foi pontual, chegamos momentos após o início do concerto. Algumas músicas depois, eu filmava "Walk on by" (Bacharach & David) quando um produtor (americano ou canadense) pediu que parasse: "Você não ouviu o anúncio que não seria permitido fotografar ou filmar?"). Botei a câmera no bolso sem discussão (explicar que não estava ali no momento do aviso de nada ia adiantar). Portanto, vai o que consegui: incluindo esse "Walk on by" no qual Diana começa a afundar na tela e "Where or when" (a balada de Rodgers & Hart que nunca cansa).

no fim, ela parecia sinceramente feliz com a noite, com o coro do público e falou da vontade voltar ao Rio com os gêmeos ("quando estiverem mais crescidos") e o pai deles, Elvis Costello, que ficou em casa, em Vancouver, cuidando dos garotos (que farão 2 anos em dezembro). PS: aliás, por que ela não faz qualquer hora um disco com essa vertente standard de Elvis Costello, gravado até por Chet Baker ("Almost blue")?

 as taças que abrem esse poste, foram fotografadas depois, num micro japa em Ipanema, onde K e eu comemoramos mais um anviversário de nossa união (sem papel, cerimônia alguma), iniciada num feriadão de Finados, que, felizmente, vem se prolongando há... 30 anos. M (desde fim de agosto em Paris) e Y (que estará no almoço, também íntimo e comemorativo, de hoje, com Cloé, mãe de K) estão entre as provas de que estamos fazendo a coisa certa.

 

fui capturado por "Where or when" na versão de Ella, no songbook dedicado à dupla, depois confirmei a força dessa canção em muitas outras gravações (incluindo a de Sinatra). Ontem, ao vivo no Rio, Diana Krall também fez bonito:

 

trecho interrompido de "Walk on by" (o que só aumenta a fissura de ouvir no CD, em fevereiro do ano que vem, e no DVD, em junho):


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
1/11/2008
-
17:33

surubossa

no início do ano, numa reunião com Xexéo e Máximo para elaborarmos um projeto sobre a bossa nova, em certo momento eu disse que, lá por agosto, ninguém agüentaria mais falar ou ouvir algo sobre o cinqüentenário do estilo. Bem, errei brabo. Em agosto, tivemos os shows de João Gilberto, Caetano & Roberto... Estamos em novembro e a onda continua batendo. Hoje, sábado, 1º de novembro, a gravação do DVD "Live in Rio", de Diana Krall é mais uma prova de que a bossa nova ainda seduz e, dependendo de como é feita, vai continuar para sempre.

em cerca de duas semanas, teremos outro forte exemplo disso, quando chegar às lojas, "Os Bossa Nova", disco idealizado e produzido por José Milton, que, pela primeira vez, reúne quatro dos mestres do gênero: João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Marcos Valle.

estive no último dia dos quatro no estúdio Companhia dos Técnicos, quando eles posavam para as fotos da capa do CD que a Biscoito Fino lançará (feitas por Lívio Campos) e para a reportagem do Segundo Caderno deste domingo (por Ana Branco). Lyra aproveitou para refazer um trecho de seu vocal em "Gente"...

boto no ar três vídeos da "surubossa", termo pelo qual eles, nas internas, vinham se referindo ao projeto. Além do flagrante da gravação de Lyra, duas brincadeiras que não estão no disco, trecho do bolero "Quizás, quizás" e Menescal mostrando como os grupos vocais gravavam nos anos 1950. 


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
1/11/2008
-
12:47

em ritmo de DVD (PS: Coisas que eu sei)

imagino que fique bom, como a música de Jorge Vercillo, mas, na noite de ontem, sexta, o show não tinha ritmo, parando em diversos momentos, músicas sendo repetidas para a gravação do DVD. Eu tinha sido alertado que o segundo dia, hoje, sábado, também no Canecão, não terá essas interrupções, mas estaremos no show de Diana Krall, no Vivo Rio, onde... gravará seu "Live in Rio". Sim, o ideal era ter trocado os programas.

mas Vercillo é musical, gosto de muitas de suas músicas. K fotografou e filmou alguns trechos, incluindo os encontros com Jota Maranhão ("Filosofia do amor", do parceiro de Vercillo com Deusdedith Maranhão e Paulo César Pinheiro, canção que estará no próximo CD de Jota) e Dudu Falcão (que mostrou a sua "Coisas que eu sei", sucesso na voz de Danni Carlos) e por fim "Encontro das águas".

então, assim que entrarem no YT, boto o elo aqui.

Vercillo & Maranhão, num samba bem carioca e pop, que me lembra de Ivan Lins - e isso é um elogio


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
31/10/2008
-
19:36

CDs e DVDs recebidos entre 27 e 31/10:

31/10:
Jota Quest — “La plata” (Sony BMG)
DVD Amado Batista — “Acústico” (Sony BMG)
Roupa Nova — “For you” (ind.)
DVD “Samba Social Clube” — Diversos (EMI)
HI5 — “Quando o sol te iluminar” (ind.) 

30/10:
Ricardo Serpa — “Aquariando” (ind.)
Armando Lôbo — “Vulgar & sublime” (Delira)
Marcelo Caldi e Fabio Luna — “Forró e choro vol.1” (Delira)
The Clash — “Live at Shea Stadium” (Sony BMG)
John Legend — “Evolver” 9Sony BMG)
Trilha de “Beleza pura” — Rodolpho Rebuzzi (Som Livre)
Queen — “Collection 2” (Som Livre)
Dino Rangel (Niterói Discos)


29/10:
Dona Inah — “Olha quem chega” (Dabliú)
Scorpions — “Lovedrive” (Universal)
Ne-Yo — “Year of the gentleman” (Universal)
Nelly — “Brass knuckles” (Universal)
Def Leppard — “Pyromania” (Universal)
“Sex and the city/Volume 2” — Diversos (Universal)
Promo CD/DVD Andrea Bocelli — “Incanto” (Universal)


28/10:
Trilha sonora de “iCarly” — Diversos (Sony BMG)
Manic Street Preachers — “Send away the tigers” (Sony BMG)
“High School Musical 3” — Diversos (Walt Disney Records)
“Adventures in Bossa nova” — Diversos (Walt Disney Records)


27/10:
Binario (Far Out)
“A turma do Beco do Barato” — Diversos (ind.)


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
31/10/2008
-
12:02

sete dos erros do festival (dark in the pseudoglow)

sim, é passado, eu meio que tinha jogado a toalha, sucesso de público, blablablá, mas ontem chegou um fato novo.

---Kanye West: alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda que, dizem, tocou atrás do cenário, onde, pelo menos na produção carioca, instrumentos foram montados. Mas a verdade é: a banda dele não veio. Ou seja, músicos, técnicos, roadies e equipamento real - somem seus cachês, diárias, passagens, hotel...

PS: em agosto, tanto em Chicago, quanto em Nova York, Kanye West se apresentou com a banda completa, sendo que no Madison Square Garden (NY), com o mesmo cenário que veio ao Rio, os músicos ficavam numa espécie de fosso de orquestra, com elevadores que subiam nos momentos de solos, como na música em que a vocalista solava, etc... Como a imprensa paulistana levantou a suspeita do uso de playback, a produção do evento teria armado essa encenação para a noite carioca.

estou pouco me lixando se é playback ou ao vivo, não muda a minha opinião sobre a chatice que é "Glow in the dark". O que me irrita é ver que estávamos sendo enganados (nós = imprensa, público, leitor etc...).

 

 apresentado o primeiro desse jogo dos sete erros...

2) Paul Weller: Monique Gardenberg, após minha reportagem publicada dia 23 de outubro, estréia da edição carioca, enviou-me e-mail dizendo que se era para publicar a declaração de um "produtor fantasma e covarde" (que disse ter sido um acordo bom para o inglês e para os produtores brasileiros, abalados pela disparada do dólar, e péssimo para o público) eu não deveria ter alugado o tempo dela, que eu estava duvidando de suas palavras. Na minha réplica, disse que o produtor fantasma sintetizara a opinião de cerca de seis, sete (e depois, muito mais) profissionais de produção cultural, showbiz, com larga experiência em festivais, atrações internacionais, que eu ouvira. Entre outras coisas, diziam estranhar Weller não pagar uma grande indenização, já que problema com músico de apoio (sidemen) é previsto em contrato - e, por mais kafkiano ou...o termo que tenho é... escroto que tenha sido o veto do consulado brasileiro em Londres, o tal Andrew John Gonçalves tinha dupla cidadania e pelas leis brasileiras estava em situação irregular.

3) público: na quinta, a Noite de Gala, tentaram triplicar, quadriplicar os conVIPdados. Mesmo com esse esforço de última hora, a tenda de Sonny Rollins ficou perto de dois terços, se muito, de sua lotação. Amigos que tinham comprado os bilhetes de R$ 120 puderam ficar mais perto do saxofonista, já que sobravam cadeiras a absurdos 240 reais.

sexta e sábado, a Marina da Glória encheu, estava bacana, festivo, com bandos de convidados, cambistas vendendo bilhetes a 10 pilas (ainda se usa isso? quando cheguei ao Rio, aos 10 anos, em 1965, aqui também se usava essa variante que era comum em Floripa.) e, na madrugada de domingo, ainda chegavam muitos para a TIM Festa, bilheterias com fila de gente pouco se importando com a falta de x ou y, loucos para cair na gandaia. 

4) The Gossip: desistência também difícil de engolir. Público pagou por 3, teve 2.

5) vazamento de som no jazz: acontece, sim, e Stacey Kent sentiu isso. Já que não conseguem solucionar, façam uma Noite de Gala decente, com quatro atrações de jazz, em três diferentes tendas, o que me leva ao próximo.

6) ingresso único: patrocinado como é, tem preços altos. Na verdade, em festivais pelo mundo (no Brasil, desde o Rock in Rio) é cobrado o acesso à área, com os palcos liberados. No Lollapaloosa, por exemplo, por U$ 80 você tinha, durante 12 horas, oito palcos se alternando, numa média de 30 artistas por dia.

7) acesso e integração com a cidade: num local de difícil acesso como a Marina da Glória, faltou mais logística. Por que deixar a passarela às escuras, sem segurança, quando aquela é a forma mais fácil de chegar e sair: saltar do táxi ou do ônibus nas pistas da Praia do Flamengo  - ou do metrô nas estações Glória ou Catete?

(outros erros: cancelei o acupuntor para poder digitar essas linhas e sigo pra redação. Possíveis erros de digitação, gramática, pretendo corrigir. E também de informação. Portanto, cartas para o e-mail desse blogquasedesabafomusical)

PS2: ao chegar em casa, 20h08m agora, encontro mensagem da assessoria do TIM Festival, que produzo abaixo. Dois anexos listam as chegadas e as saídas da enorme equipe de produção de Kanye West ao Rio (apenas as pernas Rio-SP, SP-Rio) e seus vistos de trabalho. Infelizmente, esses dados não são suficientes. Agradeço a boa vontade em esclarecer e peço então os bilhetes dos EUA (não sei qual a cidade em que embarcaram) para São Paulo, e SP-EUA.
Uma cópia do contrato com Paul Weller também poderia esclarecer a suspeita levantada por tanta gente, que voltei a lembrar aqui.
e reafirmo que tenho ótimas lembranças desse festival, desde 1985, quando estreou como Free Jazz, mas há fatos pipocando agora que me levaram a essas considerações.

 
"Caro jornalista,

o TIM Festival vem a público refutar a informação publicada hoje no seu blog de que o show do artista Kanye West teria utilizado playback e músicos brasileiros em suas apresentações no evento. Na extensa equipe de 46 integrantes que o cantor e compositor norte-americano trouxe ao Brasil para os shows do TIM Festival encontravam-se os oito músicos de sua banda, listados no documento em anexo.

Tivesse sido levado a cabo o exercício básico de apuração que orienta o bom jornalismo, a notícia teria sido aniquilada antes de sua publicação. Um simples telefonema ao Sheraton Hotel, onde os músicos ficaram hospedados durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, teria dirimido qualquer dúvida.

Atenciosamente,

Factoria Comunicação

Assessoria de Imprensa do TIM Festival 2008"


Enviado por Antônio Carlos Miguel -
29/10/2008
-
15:52

Diana Krall imersa no Rio

no fim da tarde de ontem, terça-feira, Diana Krall gravou, na piscina do Hotel Fasano, onde está hospedada há uma semana, mais algumas cenas para o DVD "Live in Rio".  Entre os "figurantes", Carlos Lyra (com sua mulher, e também empresária, Magda Botafogo), o jornalista João Luiz Albuquerque (que está fazendo uma consultoria para a equipe), o publicitário Nizan Guanaes e até o todopoderoso presidente do selo Verve, Tommy LiPuma, que chegou ontem ao Brasil para acompanhar a reta final da produção. Eu tinha entrevistado Diana na tarde de segunda-feira (nesta quinta, o Segundo Caderno publica a história completa), mas, naquele momento, por confusão de assessores, fotos não foram permitidas. Como ela disse ter adorado a entrevista (sim, deve jogar essa para quase todos), seu empresário liberou o meu acesso e o da fotógrafa Mônica Imbuzeiro à jam session de ontem.

as fotos só poderiam ser feitas nos intervalos das filmagens - em determinados momentos, uma produtora pedia que todos agissem naturalmente, como se estivessam numa reunião bossa-novista, e que não olhassem diretamente para Diana - e, claro, eu não poderia filmar. Tive que bancar 007 para captar alguns momentos, daí as imagens tortas, mas que, espero, passam um pouco do ótimo clima que rolou.

Diana foi extremamente simpática e, como não tínhamos fotos exclusivas - Marcos Ramos, da Coluna Gente Boa, também estava lá, assim como um da revista "Vogue" -, convenci o empresária dela, Steve (falta-me agora o sobrenome, mas ele também cuida das carreiras de, entre outros, Joni Mitchell, o maridão de Diana, Elvis Costello, Norah Jones e foi o primeiro manager de k.d. lang), da necessidade de fazermos algo com um cenário carioca. Assim, ela deu uma parada na jam e posou, como também documentei.

como conto na reportagem do Segundo Caderno, apesar de não falar português, Diana atreveu-se a cantar "Este seu olhar" (letra e música de Tom Jobim) no idioma de Camões e... Tati Quebra-Barraco. Para conseguir isso ("Este seu olhar" está no disco que sairá em fevereiro, e no show, que vai desta quinta a sábado, no Vivo Rio, para o DVD "Live in Rio", que deverá chegar ao mercado em maio ou junho) ela disse que ouviu centenas de vezes a versão de João Gilberto, que reproduzo aqui.

acrescentando, Diana é fã de João, Jobim, Lyra, Donato, Valle e cia, há anos, décadas, desde garota de Vancouver!

 

PS: tinha ficado botar aqui um dos videos, com "Quiet nights".