3/11/2008
-9:00
Do limão, a limonada
O mercado já trabalha com a hipótese de a crise internacional afetar a velocidade da implantação dos projetos de desenvolvimento do pré-sal. A perspectiva de alongamento do cronograma de investimentos no pré-sal, que aparentemente não é uma boa notícia para a indústria nacional fornecedora, pode se transformar em uma oportunidade.
O ritmo mais lento poderá dar mais tempo e mais previsibilidade nos investimentos necessários a serem realizados pelo parque supridor. A indústria nacional teria, assim, maior possibilidade de se preparar para a concorrência internacional para atender às demandas geradas pelos maciços investimentos previstos.
Para tal, devemos trilhar o caminho de intensificar as informações sobre a demanda futura, com o máximo possível de detalhamento e com efetiva participação da engenharia nacional nessa primeira etapa.
Os desafios não são pequenos, mas a indicação da Petrobras é no sentido de antecipar ao máximo as informações sobre a demanda, dando assim mais oportunidade para o planejamento das empresas nacionais. A expectativa é que consigamos transformar este limão numa saudável limonada.
29/10/2008
-9:00
O Setor de Petróleo e Gás e a Crise Internacional
A crise internacional já vem trazendo incertezas para o setor de petróleo e gás. Ainda não se tem claro o quanto os investimentos anunciados serão afetados, mas começa a ficar claro que serão.
O segmento que será mais prejudicado pela crise internacional é o de refino. Historicamente, as margens do refino sempre foram menores que a da produção de óleo, e as perspectivas são de queda da demanda. Pelo menos, algumas refinarias deverão ter seus planos de implementação postergados.
A divulgação do plano estratégico da Petrobras 2009-2013, que já era para ter sido feita, foi adiada para dezembro, com possibilidade de novo adiamento. O grau de incerteza do momento dificulta o estabelecimento de parâmetros de avaliação econômica e de capacidade de financiamento.
Os projetos de exploração e produção, incluindo o pré-sal, deverão ser mantidos, uma vez que a produção capitaliza a empresa, mas com alongamento do cronograma de investimentos. A indústria nacional fornecedora de bens e serviços para o setor entra em compasso de espera. Somente a previsibilidade de novas encomendas poderá dar oxigênio para a decisão de novos investimentos na indústria supridora. E, pela dimensão da crise, parece que esta previsibilidade dificilmente virá em curto prazo.
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