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Jamari França

Uma panorâmica sobre o mundo pop rock

jamari.franca@oglobo.com.br

Enviado por Jamari França -
17/11/2008
-
9:00

Toni Garrido fala da carreira solo em vídeo e mostra músicas

Fotos Jamari França

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Toni Garrido prepara o lançamento de sua carreira solo com o álbum "Todo o meu canto...Sai do meu coração" já em shows de esquentamento por várias cidades do país, mas a estréia oficial é dia dois de dezembro no Canecão. Estive no ensaio dele com a banda Flecha Black num estúdio em Botafogo onde ouvi as músicas novas e conversei com ele sobre a nova fase da carreira iniciada nos anos 80 na Banda Bel, seguida de 14 anos no Cidade Negra. Nestes cinco vídeos estão trechos do papo e as músicas "Quero os amigos perto de mim'' e o single "Me libertei".



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Com Toni, a banda Flecha Black. Sergio Yazbek (guitarra)

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                                                           Ronaldo Silva (bateria)

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Toni continua a cantar reggae mas ampliou para outras vertentes da música negra e de rock. O trabalho está bem popular sem ser apelativo, ele disse que queria falar para um número maior de pessoas e não ser um cantor de elite. Ele se lança num esquema independente pela empresa Tora Produções, união da CD Promo, PIlastra e TG Produções e pensa numa estratégia diferente de distribuição que ainda não está formatada. Ele pensa em usar o CD como ingresso para o show, distribuir dentro de um grande jornal, usar vendedores de outros produtos porta a porta e o que mais a imaginação mandar e a prática viabilizar.

                                                       Claudio Costa (guitarra)

 

                                                          Roger Negão (baixo)

 

                                                     Eduardo Lyra (percussão)

Mauricio Piassarollo


Enviado por Jamari França -
13/11/2008
-
21:46

Led sem Plant não é Led, Mitch Mitchell, Paula e Biquini

Leitores mencionaram aqui no blog que uma turnê do Led Zeppelin sem Robert Plant não poderia levar o nome da banda. Jimmy Page confirmou isto nesta quinta. Através de um porta-voz, ele disse para a revista "Rolling Stone" que se eles forem para a estrada será com outro nome, ainda não encontrado. E nem definiram um vocalista ainda. Já ensaiaram Steven TYler, do Aerosmith, ( a Rolling Stone diz que não foi legal), Chris Cornell e Myles Kennedy, vocalista da Alterbridge que usa músicas do Led em shows e tem um grande alcance vocal.

John Paul Jones disse que a idéia não é achar um outro Plant. Se fosse isso, eles recorreriam ao vocalista de alguma banda cover do Led: "Não queremos ser nossa própria banda tributo. Haveria uma turnê e um disco de inéditas mas precisaríamos ter todos a bordo...O que fizemos até agora soa absolutamente fantástico."



Mitch Mitchell (foto), baterista da Jimi Hendrix Experience, foi encontrado morto aos 62 anos num quarto de hotel em Portland, Oregon, aparentemente de causas naturais. Mais uma das grandes perdas do rock. Por coincidência, outro baterista que tocou com Hendrix, Buddy Miles, morreu em fevereiro deste ano com 60 anos. Mitch era o único remanescente da Jimi Hendrix Experience depois da morte de Jimi em 1970 aos 27 anos afogado no próprio vômito, do baixista Noel Redding em 2003 aos 57 anos de complicações decorrentes de cirrose hepática. Ainda está vivo o baixista da Band of Gypsys, Billy Cox, com 67 anos.

Hendrix deixou Mitchell a ver navios depois que formou a Band of Gypsys. Ele aparece no DVD "Rock'n'roll Circus" dos Rolling STones como batera da superbanda Dirty Mac com Keith Richards (baixo), Eric Clapton e John Lennon (guitarras) e Yoko Ono (guinchos). Ele participava de uma banda tributo chamada Experience Hendrix e tinha tocado em Portland na noite anterior. R.I.P.


No final de novembro chega às lojas o DVD "80 Vol. 2"  do Biquini Cavadão, gravado em setembro no Circo Voador. As faixas são: Exagerado, Vida Louca Vida, Inútil, A Fórmula do Amor, Revoluções Por Minuto, O Astronauta de Mármore, Infinita Highway, Marvin, Humanos, Índios, Música Urbana, Teoria, Romance Ideal, Overkill, Tainted Love, Sexta-Feira, Até Quando Esperar, Tempos Modernos, Envelheço Na Cidade e Bete Balanço. Nos extras Making of, 24h com o Biquini Cavadão, Faixa a Faixa, Slideshow e Fãs.

Paula Toller lança seu DVD "Nosso" (corruptela do título do CD "SóNós") em dezembro. Fiz uma matéria a dois dias sobre o assunto (clique e leia).


Enviado por Jamari França -
11/11/2008
-
18:06

Arrasador Bloc Party no Circo Voador

Tom Leão escreveu no blog Rio Fanzine e faço eco daqui. A apresentação do Bloc Party no Circo Voador foi antológica. Tivemos sorte em receber dois shows excelentes num período de 48 horas, R.E.M. na HSBC Arena e o Bloc na nossa lona voadora. Em termos de clima o show do Bloc deu de 10 no outro, em termos musicais não há comparação porque são duas escolas diferentes de rock.

O Bloc Party é adrenalina pura, o R.E.M. dosa adrenalina mais moderada com belas melodias. O Bloc é explosivio, a bateria vem na frente de tudo segrando a onda enquanto as guitarras dançam em diversos modos, elas param e a banda fica na voz, baixo e bateria, as guitarras ficam suaves, fazem só efeitos e finalmente são espancadas sem pena num crescendo explosivo que leva o público ao delírio. O show não tem momentos contemplativos como o do R.E.M., é um assalto forte aos sentidos e não te permite ficar quieto. Mesmo sentado na arquibancada eu me sacudia tomado pela potência irresistível da banda, que acho a melhor da nova onda britânica.

O uso da eletrônica não descaracteriza a face rock da banda, só aumenta o apelo dançante de várias canções. O vocalista Kele Okereke disse que o show era o melhor da turnê sul amerciana, o que não é pouca coisa porque se apresentaram em grandes festivais de vários países aqui. O público tomou conta do palco, agarrou os músicos, Kele partiu para o abraço com vários deles e se jogou duas vezes do palco sobre as mãos do povo numa entrega total.

Abaixo o setlist e dois momentos do show em vídeo.

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Hunting for witches
Positive Tension
Blue Light
Trojan horse
Song for clay
Banquet
Letter to my son
Talons
Mercury
This modern love
The prayer
Like eating glass

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Ares
Ion square
Flux
Helicopter

Price of gas

She's hearing voices


Enviado por Jamari França -
11/11/2008
-
9:00

Uma temporada no inferno com os Rolling Stones

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A era do sexo, drogas e roquenrol iniciada em 1967 teve seu ponto mais alto e crítico no começo dos anos 70, quando tombaram Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison. A maior banda da época, os Rolling Sones, não sofreram uma baixa fatal por pura sorte ou pela inexplicável constituição física resistente de Keith Richards, que fumava cigarros de nicotina, maconha e haxixe, tomava LSD, bourbon, tequila e vodka, cheirava cocaína e injetava heroína tudo ao mesmo tempo agora. Foi o período em que gravaram os discos "Sticky fingers" (1971) e "Exile on Main Street" (1972), o primeiro com uma sonoridade impecável e arranjos polidos, o segundo cru e caótico.

O making of de "Exile" está no livro "Uma temporada no inferno com os Rolling Stones" (editora Zahar), de Robert Greenfield, autor também de biografias do guru psicodélico Timothy Leary e do mítico empresário Bill Graham, além de um livro sobre a turnê de 1972 dos Stones "A journey through America with the Rolling Stones". Numa entrevista por telefone da Califórnia, Greenfield afirma que os três álbuns anteriores, considerados por muitos os melhores da banda, "Beggar's banquet", "Let it bleed" e "Sticky Fingers" foram produzidos por Jimmy Miller:

- Jimmy conseguiu dar um polimento a esses álbuns, mas em “Exile” prevalece o caos, a loucura do estilo de vida deles na época. "Exile" é denso, doentio, mal produzido, artisticamente insano e, essencialmente, um álbum de Keith Richards com todos os tipos de música que ele sempre gostou desde que era um garoto apaixonado por música de raiz - diz ele, que passou três semanas com a banda na época. Miller estava lá mas foi jogado para escanteio e se retirou afundado em drogas.

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A influência country em canções como "Sweet Virginia" e "Sweet black angel" é atribuída à amizade de Keith com Gram Parsons, dos Byrds e dos Burrito Brothers, que fez parte da corte stoniana reunida em torno da mansão Villa Nelcotte, na Riviera francesa, alugada por US$ 25 mil mensais, onde a banda se refugiou no verão de 1971 para fugir dos altos impostos da Inglaterra e para gravar o sucessor de "Sticky Fingers". Parsons foi uma das vítimas da loucura reinante. Ele tentou acompanhar a batida de Keith no consumo de drogas, mas entrou em colapso, o que lhe valeu uma expulsão da casa. O resultado foi depressão, tentativa de suicídio e, um ano depois, morte por overdose. Greenfield comenta que muita gente caiu vítima da tentativa de ser igual aos Stones, isto é, a Mick e Keith, porque Bill Wyman (baixo), Charlie Watts (bateria) e Mick Taylor (guitarra) eram tratados pela dupla como meros coadjuvantes.

A gravação do álbum, supostamente prioritária, ficou em segundo plano diante do consumo desvairado de sexo e drogas. A principal figura feminina que reinava na mansão era Anita Pallenberg, ex-mulher de Brian Jones, fundador da banda, a quem trocou por Keith Richards, mas que também transava com Mick Jagger. Este já não estava mais com Marianne Faithfull, sua mulher de 1966 a 1970, que também transava com Keith. Durante as gravações, Jagger casou com a nicaraguense Bianca Perez de Macias que Marianne dizia ser muito parecida com o vocalista e destilava veneno dizendo que Mick cedera ao seu narcisismo e casara consigo mesmo.

Greenfield diz que Keith tem muita sorte de ter sobrevivido a este período e aos subseqüentes:

- Apesar das condições em que foi feito, "Exile" marcou o fim da era gloriosa da banda. Quando foram para a Jamaica gravar o sucessor de "Exile" (Goat's head soup") não havia mais grandes canções.

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O brilhante guitarrista Mick Taylor, substituto de Brian Jones, incapacitado pelas drogas e morto em conseqüências misteriosas, foi outra vítima do clima reinante em Nellcote. Ele não foi obrigado a se exilar no Sul da França porque não tinha problemas com o fisco britânico, daí estava lá para gravar e nada acontecia por semanas seguidas. E quando gravava Keith implicava muito com ele. Daí emborcou nas drogas:

- Mick Taylor era um ser humano adorável, a pessoa mais doce que já existiu, um verdadeiro gênio da guitarra mas foi esmagado por Mick e Keith até sair da banda - afirma Greenfield.

Jagger também sofria nas mãos de Keith. Ele ficava esperando horas até que o companheiro descesse de seus aposentos na mansão para trabalhar. Às vezes cansava e saía por uma ou mais semanas ao encontro de Bianca em Paris. Quando Keith descia, gravava alguma coisa e saía com a desculpa de que ia botar o filho Marlon para dormir, o "código" para dizer que ia se drogar. Na única vez em que ousaram subir, encontraram-no apagado na cama com uma seringa ainda enfiada no braço. Numa ocasião, Keith gravou uma linha de guitarra de "Rocks off" e caiu no sono, no estúdio mesmo, durante horas. O engenheiro Andy Johns, que chegou careta em Nellcote e saiu viciado em heroína, cansou de esperar e foi embora para a casa onde estava com o trompetista Jim Price, a meia-hora de Nellcote. Já em casa toca o telefone: "Cadê você porra?" Era Keith que acordara com a idéia de uma outra guitarra e queria gravar. Lá foi Glyns de volta para gravar às cinco da manhã e se entusiasmou com o que ouviu: "Foi espetacular. Fez a música funcionar. Como um contraritmo. Duas Telecasters, uma em cada lado do estéreo, absolutamente brilhante. Ainda bem que ele me chamou de volta."

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A falta de um cronograma certo de gravações, reforçava a piração. O saxofonista Bobby Keys, com os Stones desde 1969, estava num apartamento à beira-mar e, um dia, o tédio o levou a invadir o apartamento de baixo, jogar o sofá, algumas cadeiras e uma mesa no mar. Além disso, invadiu a adega e encheu a cara. O dono do lugar o encontrou desmaiado e cercado de garrafas vazias. Keys pagou o prejuízo e foi despejado.

"Uma temporada no inferno com os Rolling Stones" é uma leitura indispensável para fãs e interessados em conhecer o que rolou no período mais louco da história do roquenrol. Numa entrevista na turnê que os trouxe ao Brasil em 2006, Jagger diz que a banda hoje toca muito melhor do que nos anos 70 por ser mais constante e consistente.

- Isso pode ser verdade do ponto de vista musical – diz Robert Greenfield – mas os Stones naquela época eram assustadores, tinham uma aura de perigo em torno deles. Quando Jagger cantava “Midnight rambler”, encarnava a figura do estrangulador de Boston e aquilo era aterrador.


Enviado por Jamari França -
9/11/2008
-
16:57

Setlist do show de sábado no Rio

A matéria do show do R.E.M. está no post abaixo. O setlist sofreu modificações em relação ao show de Porto Alegre, um lance legal deles de sempre colocar coisas novas em cada apresentação, mantendo um núcleo repetido sempre. O bis estava previsto com cinco músicas, mas foi reduzido para três: "Animal", "Night swimming" e "Man on the moon". Cortaram "Fall on me", "Auctioneer" e "I believe", como podem ver abaixo. Como sempre acontece em setlists muitas músicas não estão com nome completo: "Living well is the best revenge", "What's the frequency Kenneth?". "The great beyond", "The one I love", "Supernatural superserious".

 


Enviado por Jamari França -
9/11/2008
-
3:54

R.E.M. manda muito bem em show no Rio

Show do grupo R.E.M. neste sábado à noite na HSBC Arena, em Jacarepaguá. Foto Monica Imbuzeiro / O Globo

Fotos: Monica Imbuzeiro / O Globo

Logo de saída, Michael Stipe, o vocalista do R.E.M. anunciou que a banda estava ali para fazer música. E foi o que aconteceu na HSBC Arena por duas horas na noite de sábado sem explosões, fogos, bonecos infláveis ou outra parafernália qualquer, apenas grandes canções executadas por músicos competentes nada preocupados em mostrar que sabem tocar. E três telões, um grande de leds para efeitos ao estilo psicodélico e pop art e dois laterais para a banda e vídeos ilustrativos.

Michael Stipe, 48 anos, Mike Mills, 49, e Peter Buck, 51, estão na estrada há 28 anos, passaram pelos altos e baixos comuns a carreiras longas e vivem um grande momento a bordo do CD “Accelerate”, lançado em abril, com 11 boas canções em apenas 34 minutos, sem firulas.

Show do R.E.M. Foto Monica Imbuzeiro / O Globo


Assim foi o show: 24 músicas sem firulas em que a banda trouxe o público de 1985, com “Driver 8”, até o presente. Uma delas foi tocada pela primeira vez na turnê sul americana iniciada em 29 de outubro na Colômbia, “Exhuming McCarthy”, uma denúncia contra tentativas de se trazer aos nossos dias o clima de caça às bruxas dos anos 50 (a letra tem a frase “o senhor não tem um pingo de decência, senador”, com que McCarthy foi desmascarado por um colega do Senado e Stipe colocou um gravador com sua reprodução no microfone).

Após a abertura de Fernando Magalhães, do Barão Vermelho, em show de seu álbum instrumental com profusões de solos que lembravam de Joe Satriani a Jeff Beck, passando por meio mundo de guitarras, esperou-se meia hora para o R.E.M.. O palco é muito simples. Teclados nas duas pontas em estantes de madeira de instrumentos vintage. Dois amplificadores ampeg para o baixo Fender de Mike Mills, uma bateria simples (mas com dois surdos) de Bill Rieflin, músico contratado egresso do heavyssimo grupo Minister. Amplificadores miúdos cheios de bonecos de dinossauros em cima para a guitarra de Peter Buck, na maior parte do tempo uma Rickenbacker parecida com a que John Lennon usava no começo dos Beatles. Scott McCaughey é um R.E.M. honorário, ele se reveza entre guitarra (Gibson SG e Les Paul, Rickenbacker e outras), baixo, gaita e teclado, um verdadeiro coringa.

Show do R.E.M. Foto Monica Imbuzeiro


Além das costumeiras médias com o público tipo “Amamos o Brasil”, “estamos felizes de estar aqui” (lembrei de Keith Richards “é muito bom estar aqui, é muito bom estar em qualquer parte”), Stipe disse que a banda estava “fucking happy” com a eleição de Barack Obama, que apareceu no telão central, anunciou que havia um estande da Anistia Internacional no recinto, pediu que todos se informassem e se tornassem membros. Ele agradeceu a Fernando “Magalhões” pelo show de abertura e foi para a frente do microfone com uma lata de cerveja “Não sei como pronunciar isso...Itapava? É muito boa”, afirmou, engolindo o “i” e endossando uma “loura” não muito popular entre os cervejólogos. E pensar que tem banda brasileira que pede cerveja importada no camarim.

Depois de um “boa noite galera do Rio” no telão a banda entrou a mil com a faixa de abertura de “Accelerate”, “Living well is the best revenge”, deu uma segurada em “These days e engatou a quinta em “What’s the frequency Kenneth?” com o vocalista mostrando seus dotes no balanço das cadeiras. Além dele, o único que se movimenta no show é o baixista Mills, que desceu duas vezes para agitar perto da galera da pista vip (420 reais).

Show do R.E.M. Foto Monica Imbuzeiro / O Globo



Stipe gosta de atiçar a platéia para receber palmas e gritos. Vai muitas vezes à frente do palco, abre os braços e o sorriso, numa espécie de ritual de reabastecimento do ego. Mills fez a mesma coisa umas duas vezes, mas ninguém deu muita bola para ele. Nessas horas só vocalista se dá bem.


A Arena teve mais gente nas cadeiras superiores do que na pista, onde o preço doía mais no bolso. Um ingresso a 100 reais a meia teria lotado porque durante a semana ouviu-se muita gente dizer que gostaria de ir, mas não tinha condições.

Show do R.E.M. Foto Monica Imbuzeiro / O Globo


Quem desfalcou a conta bancária foi recompensado com muita música boa como “Everybody hurts”, com coro da platéia, “Losing my religion (delírio idem), “Bad day”, “Man on the moon”, “Imitation of life”, “Orange crush”, “It’ the end of the world as we know it” – tudo isso em arranjos enxutos e sem grandes improvisos. A única exceção foi “She just wants to be”, bem estendida no final. “Man sized wreath”, “Supernatural superserious”, “Horse to water” e “Hollow man” foram as demais do disco novo, entre o mid e o uptempo, todas nos trinques.

Dois momentos intimistas foram “Let me in” acústica com todos em volta de Mills sentado ao piano elétrico e “Night swimming” com Stipe, Mills ao piano e McCaughey num teclado sarapa com som semelhante ao do fagote.

Quem lá esteve foi para casa ou para a esticada com o espírito abastecido de boa música. “Somos o R.E.M. É isso que fazemos", proclamou Stipes no final. Fazem e muito bem. Voltem sempre.


Enviado por Jamari França -
7/11/2008
-
21:55

Set list comparado do R.E.M.

 

O trio R.E.M. chega ao Rio de Janeiro neste sábado na HSBC Arena, longe para quem mora na zona sul, perto pro povo do subúrbio graças à linha amarela. Pelo setlist do show de Porto Alegre na quinta-feira mostro de que discos são as canções, as que foram tocadas em todos os shows da América do Sul (em negrito) até agora e quantas vezes outras apareceram. Os shows na América do Sul são Bogotá (29/10), Buenos Aires (1/11), Santiago (3 e 4/11), Porto Alegre (6/11), Rio de janeiro (8/11), São Paulo (10 e 11/11), Lima (14/11) e Caracas (16/11).

1.”Living well is the best revenge” – “Accelerate”. Abriu todos os shows.
2. “I took your name” – do CD “Monster” (1994). Não foi tocada em Santiago dia três
3. “What's the frequency, Kenneth?” - do CD “Monster” (1994).
4.“Animal” – “In time – Best of R.E.M. 1988 – 2003” (2004) – só tocou em Bogotá
5. “Drive” – CD “Automatic for the people” (1992)
6. “Disturbance at Heron House” – CD “Document” (1987) só tocou em Santiago dia 3/11
7. “Man-sized wreath” – CD “Accelerate” (2008) – todos menos Santiago 3/11
8. “Ignoreland” - “Automatic for the people” (1992)
9. “Hollow Man” – “Accelerate” – não tocou em Bogotá
10. “The Great Beyond” – “Man on the moon” (1999) Não entrou em Bogotá e Santiago 4/11
11. Electrolite – “New adventures in hi-fi” (1996) – não tocou em Santiago em 4/11
12. “Imitation of life” – “Reveal” (2001)
13. “Walk unafraid” – “Up” (1998) - só tocou em Bogotá
14. “The One I Love” – “Document” (1987)
15. “Find The River” – “Automatic for the people” (1992) – só tocou em Porto Alegre
16. “Let me in” – CD “Monster” (1994) – não tocou em Santiago 4/11
17. “Horse to water” – “Accelerate” (2008) – não tocou em Santiago 3/11
18. “Bad day” – “Best of REM 1988 – 2003”
19. “Orange crush” – “Green” (1988)
20. It's the end of the world as we know it (And I feel fine) – “Document” (1987)

BIS
21. “Supernatural superserious” – “Accelerate” (2008)
22. “Losing my religion” – “Out of time” (1991)
23. “Cuyahoga” – “Life’s rich pageant” (1986) – só tocou em Bogotá
24. “Everybody hurts” – “Automatic for the people” (1992)
25. “Man on the moon” - “Automatic for the people” (1992)


Enviado por Jamari França -
7/11/2008
-
15:39

Fotos do show do Offspring

Fotos do show do Offspring com comentários de dois leitores.

Fotos de Alexandre Grand - Divulgação

Comentário do leitor Victor38: "Fala jamari, Achei foda o show do offspring. Podem dizer que os caras pararam nos anos 90, mas foi bom ver a galera mais velha no revival e os moleques (que puderam pagar) em sintonia com mr. dexter e companhia, só achei o baterista meio sem gás. Destaque para "the kids arent alright", sempre. abç,

 

Comentário do leitor Mr. Black: "O Show Do The Offspring Tava Legal, Mas Eu Acredito Que Seja A Última Vez Que Fui Ao Show. Me Diverti, Teve Clássicos, Seqüências Pra Deixar Extasiados (All I Want, Come Out And Play, Staring At The Sun E Gone Away Logo Após A Abertura Pra Deixar As Poucas Mais De 3 Mil Pessoas Quebrando Tudo Nas Rodas!). Se Me Permitir, Gravei "Why Don't You Get A Job", E O Som Ficou Razoável. Mando Por E-Mail Depois. Abcs"

 

 


Enviado por Jamari França -
6/11/2008
-
16:01

GUENTA AÍ !!!!!!

Estou mais atolado que cobra aprendendo sapateado. Vou ver se mais tarde faço um post comparando os setlists da turnê sul americana do R.E.M. com alguns vídeos e audios. Vi há pouco que o AC DC manteve o primeiro lugar no hit parade americano com ''Black Ice'', deixando para trás o lixo que costuma ocupar o posto.

 

Só vou ao show do R.E.M. Se alguém quiser mandar comentários dos shows do Offspring e Maroon 5 agradeço.

ROCK FUCKING ROLL!!!!!!!

 


Enviado por Jamari França -
4/11/2008
-
9:00

The Clash ao vivo - vaiado e explosivo

 

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O Clash foi a maior banda do movimento punk. Pelos parâmetros dos radicais do punk brasileiro dos 80 eles podiam ser chamados de "traidores do movimento" por irem além do punk rock misturando reggae, dub, gospel, rock chuckberriano nos discos lançados entre 1977 e 1982. Um dos mais festejados bootlegs do quarteto formado por Joe Strummer (guitarra, voz), Mick Jones (guitarra, voz), Paul Simonon (baixo) e Terry Chimes/ Topper Headon (bateria em diferentes períodos) chega ao lançamento oficial, já em versão brasileira: "The Clash live at Shea Stadium", show de 50 minutos abrindo para o Who em 13 de outubro de 1982 diante de mais de 50 mil pessoas.

O Clash estava na onda de seu quinto disco "Combat rock", de 1982, que chegou ao top ten americano com os sucessos "Rock the Casbah" e "Should I stay or should I go". Mesmo assim, foram vaiados em todas as aberturas para o Who, pagando o karma das bandas de abertura em qualquer parte do mundo. No site do disco tem um depoimento de um internauta não identificado que confessa ter também vaiado o Clash. “Eu tinha 17 anos e fui um dos idiotas que mandaram o Clash sair(...)Anos depois quando comecei a ouvir o Clash percebi como eram bons e gostaria de ter prestado mais atenção neles...Ouvindo este ao vivo com a banda em toda sua majestade vi que perdi um grande show,” relata ele.

O Clash estava fazendo shows na América em lugares para 2 mil a 5 mil pessoas, daí os + de 50 mil do Shea foram um grande desafio. Apresentados por seu agregado e às vezes empresário Kosmo Vinil, Strummer saúda o povo com um “Welcome to the Casbah Club” e ataca com "London calling" que proclama o fim da “Beatlemania cafona” e convoca os zumbis da morte”. Uma de muitas mensagens fortes que o público cagou e andou. Ao final de “Clampdown” Strummer respondeu às vaias: “Gostaria de fazer experiências químicas com os 72 mil porquinhos da Índia que estão aqui”.

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Quando anunciou “Armagideon times”, do cantor jamaicano Willie Williams, ele disse que ia levar a platéia até a Jamaica: “Então apertem os cintos e apaguem os baseados”. E mandou a visão do apocalipse da canção, também refletida em “The guns of Brixton” e “English Civil War”. As levadas são enérgicas, com canções emendadas para que o tempo renda mais, eles vão metralhando números de todos os seus cinco discos até então, de “Career oportunites” (1977) a “Rock the Casbah” e “Should I stay e should I go” de “Combat rock” (1982) o mais bem sucedido comercialmente.

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A turnê de que participaram era a de adeus do Who, desarticulado por problemas internos como o vício em drogas de Pete Townshend. Eles tinham lançado o LP “It’s hard” e foram para a estrada na primeira turnê sem Keith Moon, morto em 1978, com Kenny Jones na bateria. As drogas também afetaram o Clash na época: o baterista Topper Headon foi ejetado antes da turnê americana por estar afundado nelas. Em 1983 Strummer e Simonon expulsaram Jones por ter traído os fundamentos sonoros da banda (ele formou o dançante Big Audio Dynamite que esteve no Brasil nos anos 80). Eles tentaram seguir com outros integrantes, mas jogaram a toalha em 1986. Esfacelado, o Who se reuniria para o Live Aids em 1985 e para uma turnê em 1989, chamada de caça-níqueis e daí em diante aos tropeços até hoje.


Enviado por Jamari França -
31/10/2008
-
9:00

AC DC cospe fogo e arrebenta o hit parade com 'Black ice'

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"Black ice", o novo álbum do AC DC vendeu 780 mil cópias em seis dias nos Estados Unidos e Canadá, levando a banda ao primeiro lugar, um feito que se repete em 29 países. As encomendas prévias somam 5 milhões de cópias no mundo com lançamento em CD e em vinil duplo de tiragem limitada, metade disso na América onde o disco é vendido com exclusividade pela cadeia Walmart. Não existe venda virtual porque a banda prefere que o fã receba o álbum físico com seu caprichado trabalho gráfico que inclui capas com o logo da banda nas cores azul, amarelo, vermelho e branco em alto relevo com um livreto de 12 páginas ou 30 páginas na versão de luxo (capa azul). No Brasil foram lançadas as capas em vermelho, amarelo e branco com libreto de 12 páginas.

O vocalista Brian Johnson ficou chapado com a arrancada do disco no mercado mundial: "Difícil de acreditar. Até um cara calejado como eu ainda esbarra em surpresas na vida," disse ele à BBC. A música do AC DC está montada na unidade mais básica do rock, baixo guitarra bateria e voz com músicas que se baseiam em riffs, uma invenção dos pais negros do rock que os músicos brancos dos anos 60 e 70 lapidaram numa linguagem que escreveu páginas memoráveis da música do século passado. O eterno school boy Angus Young, com o mesmo uniforme de sempre e a Gibson SG que leva seu nome continua fiel aos riffs criados por ele por seu irmão Malcolm, eterno escudeiro da guitarra ritmo, sempre calçando os riffs e fazendo a base para o brother voar.

 

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A primeira coisa que se ouve na faixa de abertura “Rock and roll train” é um riff certeiro de guitarra no canal direito para, logo em seguida, explodir a segunda guitarra no canal esquerdo, o baixo de Cliff Williams e a bateria de Phil Rudd no meio e tome porrada com a voz falseteada de Brian enfiada na massa instrumental por 4'21''. As levadas fazem o corpo da gente sair do chão e do lugar ou, se sentados, ficar se contorcendo como se estivesse recebendo um santo. Rock feito para se ouvir com o corpo inteiro.

O AC DC é adepto de uma corrente que chamo de joão gilbertismo, aquela de você insistir num formato e aperfeiçoá-lo à perfeição - ou à exaustão. Trabalhar em cima do instrumento até fazer as mesmas coisas de uma maneira como banda nenhuma jamais conseguiu e, oito anos depois de ter lançado o último disco, alucinar meio mundo com mais do mesmo.

A banda está na capa da "Rolling Stone" americana como um complemento da consagração. Nos bastidores, a reportagem flagrou no backstage Brian zoando Angus, que fica quieto numa cadeira do alto de seu um metro e 57 centímetros com um cigarro numa mão e uma xícara de chá na outra. Quando avisam que falta 20 minutos, ele sai e volta vestido como um colegial com a guitarra no ombro. Quando entra no palco, cospe fogo na guitarra por duas horas andando de um lado para o outro, fazendo o passo do pato inventado por Chuck Berry, um de seus mestres e mostra a bunda na canção "Bad boy boogie".

 

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A primeira etapa da turnê é nos Estados Unidos. A abertura foi no último dia 26 na Pensilvânia, nesta sexta eles tocam em Chicago na Allstate Arena com ingressos a US$ 89,50. Ficam na América até o final de janeiro, com uma parada de 10 dias para as festas de fim de ano. Depois ficam na Europa de 18 de fevereiro (Oslo, Noruega) até 23 de abril (Birmingham, Inglaterra). Depois disso está em aberto.

O disco segue a fórmula habitual de uma introdução de guitarra durante alguns compassos com entrada dos demais instrumentos a seguir em 10 das 15 músicas do álbum, com variações de andamento. "War machine" começa com o baixo, "Smash'n'grab" e "Big Jack" arrancam com todos juntos e "Rock'n'roll dream" e a mais lenta com trechos em midtempo.

 

Brian não modula a voz, ele é monocórdio naquela vocal gritado o tempo inteiro, o que me cansa um pouco e, às vezes, muito. Apesar de não ser tão interessante quanto o disco do Metallica, prevê-se que será o disco mais vendido do ano na América. O AC DC é muito forte no país. O CD "Back in black" já vendeu 22 milhões de cópias na Américas. Foi o primeiro gravado por Brian Johnson, que substitui naquele mesmo ano o vocalista Bon Scott que morreu de bebedeira, segundo a autópsia oficial. Dois discos venderam seis milhões de cópias, "Dirty deeds done dirt cheap (1976) e "Highway to hell", "For those about to rock" (1981) vendeu quatro milhões, "let there be rock" (1977) e "Ball breaker" (1995) dois milhões.

Com idades somadas de 282 anos, Angus (53), Malcolm (55), Brian (61), Cliff (59) e Phil (54) provam que roqueiro não enferruja e nem solta tinta, For those about to rock we salute you: FIRE!

P.S. As fotos são do show na Pensilvânia.


Enviado por Jamari França -
30/10/2008
-
9:11

Festivais de música em Brasília e Salvador

Dois festivais muito bacanas de música alternativa acontecem ainda este ano, o primeiro festival ibero-americano de música contemporânea “El Mapa de Todos - música, cultura digital e integração" em Brasília de 27 a 29 de novembro traz ao Brasil artistas de oito países, uma rara oportunidade de conhecer os artistas importantes de nossos vizinhos, da Espanha e Portugal. Promoção do Espaço Brasil Telecom com a produtora, revista e agência de notícias Senhor F. Na escalação o grupo argentino Babasonicos, a cantora chilena Javiera Mena, a banda peruana Turbopotamos, o grupo uruguaio Danteinferno, os brasileiros Macaco Bong, Mundo Livre s/a, Marcelo Camelo e Hurtmold. E ainda O cantor português Azevedo Silva, o brasileiro Beto Só e o espanhol Antonio Luque.

O Brasil tem uma enorme dificuldade de aceitar a música de seus vizinhos, apesar da língua ser perfeitamente compreensível. A cultura aqui totalmente verticalizada na direção do mundo anglosaxônico. Consome-se música industrial americana e britânica e rejeita-se o que vem da Argentina, Chile, Peru etc. Os Paralamas do Sucesso há muito batem nessa tecla e sempre promoveram esses artistas no Brasil.

Para mais detalhes clique aqui

8º Mercado Cultural

O Mercado Cultural tem sua oitava edição em Salvador de três a sete de dezembro, promovido pela Casa Via Magia. Já compareci duas vezes e é uma oportunidade de conhecer artistas de várias tendências do mundo inteiro. Os shows se espalham por Salvador, o que provoca uma correria para se ver o máximo possível. A seleção da parte musical fica a cargo do diretor artístico Benjamin Taubkin e do mentor do mercado Ruy Cezar Silva, que dirige a Via Magia e coordena o Forum Cultural Mundial, um encontro de redes de cultura de todo o mundo que forma um circuito de intercâmbio pela internet à margem do mainstream da indústria musical e da mídia. Essa rede abre oportunidades a artistas geniais que não conseguem divulgar seu trabalho em grande escala. Um exemplo é o pernambucano Silvério Pessoa, que faz o circuito europeu de festivais alternativos todo ano e não consegue viabilizar uma turnê ao sul do Brasil, incluindo o Rio.


Foram selecionados 40 grupos e artistas, a saber: A Barca (SP), AcariOcamerata( RJ), Alzira Espindola (MT), André Abujamra (SP), Bongar (PE), C4 (Venezuela), Chico Correa & Electronic Band (PB), Chico Pinheiro (SP), Cidadão Instigado (CE), Edgard Scandurra (SP), Eletropercussiva (BA), Emerson Taquari (BA), Fernanda Takai (MG), Grupo Ramo (MG), Jards Macalé (RJ), Kiko Klaus (MG), Kissukilas (BA), Kristoff Silva (MG), La Pupua (PA), La Revuelta (Colômbia), Madeirame (MG), Mauro Rodrigues (MG), Meus 15 anos... que corpo lindo! (PE), Miquel Gil (Espanha), Opanij (BA), Orquestra Rumpilezz (BA), Pavo Dourado (BA), Percadu (Israel), Rajery (Madagascar), Roger Mas (Espanha), Ronei Jorge e os Ladres de Bicicleta (BA), Projeto Especial: Nan Vasconcelos (PE) e Orquestra Neojib (BA), Participação especial: América Contemporânea: lvaro Montenegro (Bolívia), Aquiles Bez (Venezuela), Benjamin Taubkin(SP), Ari Colares (SP), Siba (PE), Carlos Aguirre (Argentina), Christian Galvez (Chile), Lucia Pulido (Colômbia) e Luis Solar Narciso (Peru).


Para mais detalhes clique aqui


Festival de Verão
O Festival de Verão de Salvador, que rola de 28 a 31 de janeiro, é mainstream total, mas dá chance a alternativos em palcos menores. A organização está promovendo um concurso de vídeos com o tema Misturar e promete ingressos e brindes aos vencedores. Basta fazer o vídeo, colocá-lo no You Tube e inscrever-se no site do festival (clique aqui)


Enviado por Jamari França -
28/10/2008
-
17:45

Arctic Monkeys no cinema última chance

Nesta quarta a última oportunidade de ver no cinema o filme “Arctic Monkeys at the Apollo” com exibição em 34 salas de 18 cidades brasileiras. No Rio as sessões serão às 21h no Cinemark Downtown 4, Art Films West Shopping 6, Estação Odeon Petrobrás e Kino Norte Shopping 10. Às 21h40 no Espaço Rio Design 3 na Barra da Tijuca e às 22h no Unibanco Artplex 5.

Além do Rio haverá exibição nas seguintes cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Jundiaí, Natal, Porto Alegre, Salvador, Santos, São Paulo, São Vicente, Taubaté, Vitória. Veja o serviço nos jornais.

Clique e leia  a matéria que fiz sobre o filme



Enviado por Jamari França -
27/10/2008
-
11:58

O melhor do festival The National e Neon Neon

Das quatro atrações da linha pop rock eletrônica psicodélica etc etc do TIM Festival, The National e Neon Neon foram as mais consistentes. Klaxons não me convenceu no palco com sua atualização de Duran Duran para os anos 00 em performance confusa. O MGMT apresentou algo diferente do que faz em disco e não necessariamente melhor, com mais ênfase num rock indie que remete ao alternativo dos anos 70 e, em vários momentos , ao progressivo. Vi o show no Rio sentado no último degrau das arquibancadas e só vi empolgação nos sucessos, de resto o povo assistiu quieto, empolgando-se esporadicamente. Para mim foi uma surpresa a tenda estar cheia, porque vi na véspera em São Paulo Klaxons e Neon Neon tocarem para um terço da casa na enorme tenda montada no Parque do Ibirapuera com seis árvores dentro.

Muitas vezes o TIM traz uma atração desconhecida que é badalada por conta do festival e se apaga depois. Não é o caso do National. Não sei se terão disco lançado no Brasil, mas vale a pena ir fundo na discografia da banda (mais detalhes no podcast que fiz). A banda tem uma linha de frente com as guitarras dos irmãos Aaron e Bryce Dessner que fornecem uma sólida base com desenhos contrastantes nas levadas, os irmãos Scott (baixo) e Bryan (bateria) Devendorff tem um entrosamento que vem do DNA de tão integrados. Bryan tem levadas muito criativas, sempre fugindo do óbvio. Uma outra linha instrumental é formada por dois sopros – trumpete e trombone – junto com um tecladista que se alterna ao violino, dando um toque rock que me evocou Ian Anderson. Teve uma hora que ele tocou o violino freneticamente como uma guitarra e lá se foi a afinação pro carai. Teclados e sopros forneciam uma sonoridade que formava outra camada sonora somando com as demais. O resultado era um esporro esplendoroso que não deixava a gente ouvir quieto. Mesmo sem conhecer as músicas a platéia se sacudia. Matt Berninger, o cantor de voz barítona, tem um visual nerd e é totalmente doido. Ele ficou sacaneando a presença no palco vizinho de Kanye West e até apresentou um guitarrista como Kanye West. O repertório teve ênfase no mais recente “Boxer” incluindo as minhas favoritas, que pus no podcast, "Fake empire", "Brainy" e "Mistaken for strangers".

Projeto paralelo do líder dos Super Furry Animals Gruff Rhys com o produtor Bryan Holton (Boom Dip), o Néon Neon fez o segundo show mais interessante do festival. Eles fazem um rock de cores irônicas numa mistura de eletrônica com rock sem a pretensão de ser dançante, é mais para um lado conceitual e multimídia, com arranjos elaborados, divisão de vocais de Gruff com a baixista Cate Timothy que canta muito bem. Usam temas pop nas músicas com citações de “Guerra nas estrelas” (“I told her on Alderaan) de astros de Hollywood que são nomes de música como Michael Douglas e Raquel Welch e do visionário fabricante de carros John DeLorean, que desafiou as grandes montadoras, sifu. mas seu carro e virou símbolo pop (é o carro de “De volta ao futuro”). Vale a pena curtir o disco deles “Stainless style”.

Agora é nos preparar para os shows que vão fechar o ano do rock internacional no Rio com Kaiser Chiefs, Bloc Party, Judas Priest e R.E.M. Os paulistas terão mais coisas no Planeta Terra e o novo Queen com Paul Rodgers.

A cobertura do festival pela equipe do Online e pela equipe do jornal está aqui. Clique e leia.

 


Enviado por Jamari França -
20/10/2008
-
10:54

Paul Weller cancelou vinda ao Tim

Com o cancelamento da vinda de Paul Weller e a ausência anunciada antes do Gossip, o interesse do festival para quem gosta de rock se limita agora a Klaxons e The National, duas bandas de linha musical radicalmente diferentes, a primeira na linha eletrônica que mistura rock com estas efrtentes dançantes surgidas nos anos 90 e o segundo uma consistente banda indie que lançou um disco no ano passado "Boxer" que é excelente, apesar de um tanto sombrio demais. Serão dois grandes shows, I presume.

Estou indo para São Paulo acompanhar o festival e postarei as matérias no blog Festmúsica criado para tal tipo de cobertura.  clique aqui e acesse

 

 

 


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