Guia de sobrevivência de um cadeirante cidadão
19/11/2008
-9:25
Seminário: Acessibilidade em debate - Crea-RJ
Nos dias 21 e 22 de novembro acontecerá no auditório da sede principal do Crea-RJ o seminário "Acessibilidade e Espaço Público: Calçada e Cidadania".
Além do tema em questão, o seminário irá abordar questões da circulação nas calçadas e legislação pertinente; propostas à serem implantadas. O seminário é aberto a todos os profissionais do sistema.
Para maiores informações: www.crea-rj.org.br, através dos telefones (21) 2179-2833 e (21) 2179-2064 ou pelo email acessibilidade@crea-rj.org.br
17/11/2008
-17:25
Falta do que fazer + Google =
Final de expediente, trabalho terminado, esperando meu namorado me buscar no trabalho. O que fazer? Brincar de busca no Google!
Não conhece essa brincadeira? É fácil. Pense num tema, pode ser apenas uma palavra, digite-a na página inicial do Google e... Divirta-se com o resultado! Fica ainda mais legal se você fizer a busca por imagens.
Pois então, pensando no nosso blog, taquei a palavra “wheelchair” (cadeira de rodas em inglês) lá no Google e voi lá! Os resultados mais curiosos, resolvi postar aqui. Confiram!
Ah! Clicando sobre cada imagem você vai para a página onde as encontrei.
Essa imagem está no site B Independent. Achei-a tão fofa quanto interessante. É uma cadeira de rodas para bonecas, toda completinha. Com cinto de segurança e tudo. Além de um brinquedo politicamente correto, também pode ser usado em cursos sobre como se lidar com pessoas com deficiência. Achei fofa demais! E em tempos de inclusão social, o brinquedo não faz feio, concordam?
. . .
É isso mesmo que você está pensando, caro leitor. É uma cadeira de rodas com um lança chamas. Oi? Lança chamas??? Pois é... Essa coisa maluca é filha única de mãe solteira e foi construída a partir de um carrinho de golf e um assento de helicóptero da marinha. Imagino que a idéia tenha surgido depois que algum cadeirante se irritou com carros estacionados sobre a calçada ou mesmo com aqueles andantes porquinhos que insistem em usar os banheiros adaptados sem o menor cuidado com a higiene. Não duvido...
. . .
Essa é para os amantes da velocidade. Uma motocicleta para cadeirantes. É isso aí. Você sobe na moto com sua própria cadeira. Descobri essa belezura num desses blogs sobre carros e motos. Lá você também pode ver um vídeo que mostra como se sobe na moto com a cadeira. Interessante, mas achei um pouquinho grande né, não?
. . .
Tudo bem, tudo bem, já sei que vocês vão dizer: "Ah! Não vale! Ela não é cadeirante! Só está com a perna quebrada!". Mas vocês hão de convir que o desenho é fofo demais, além de super sexy. Uma prova de que cadeirantes podem ser muito sensuais! Deu até vontade de engessar uma perninha pra fazer pose na cadeira de rodas.
. . .
Deixei por último a primeira imagem divertida que apareceu na minha busca. Por que deixei pro final? Pra fechar o post com chave de ouro! Até porque esse desenho lembrou-me de uma história engraçada. Belo dia, meu irmão perguntou pro Eduardo se os cadeirantes se cumprimentam na rua, quando se cruzam. A resposta foi ótima: "Lógico que sim! A gente tem um cumprimento secreto. Batemos com uma moedinha no aro da roda, quando passamos por outro cadeirante!"
Tudo mafioso! :P
14/11/2008
-13:50
Festival Claro Curtas
A primeira edição do Festival Claro Curtas tem como tema "Diversidade e Inclusão". A fase de inscrições e seleção inicial dos vídeos já passou, mas agora você pode conferir e votar nos 20 finalistas!
Os curtas são ótimos, e entre eles descobrimos o vídeo “O que os olhos não vêem, as pernas não sentem”. Pela sinopse imagina-se um videozinho de uma cadeirante passeando pelo parque, com ares de “celebremos a vida”, mas seu final surpreende e vale o curta inteiro. Ah, o vídeo é estrelado por Juliana Carvalho, que é cadeirante e também tem um blog.
Fica aqui a nossa dica pra começar bem o final de semana! Para assistí-lo, clique na imagem abaixo:
13/11/2008
-12:11
1 ano de Mão na Roda!!!
Há exatos 12 meses, publicamos nossa primeira avaliação de restaurante. O local avaliado foi o Siri da Barra, muito bom, por sinal! Pois é, caro leitor, é isso mesmo que você leu, há 1 ano atrás, nascia o Mão na Roda!
Como em tudo que é aniversário, a gente dá uma paradinha, olha pra trás e tenta contabilizar o ano que passou. O resultado não poderia ser mais positivo! Desde então, já visitamos quase 30 estabelecimentos, escrevemos algo em torno de 160 posts, ganhamos 2 novos colaboradores, criamos uma newsletter e conseguimos ampliar um bocado o número de acessos ao Mão na Roda.
Mas nada disso nos incentiva mais a escrever do que os emails e comentários que recebemos de leitores, nos parabenizando pela iniciativa, dando dicas, fazendo críticas e nos estimulando a continuar por aqui.
Pra nos deixar ainda mais felizes com nosso aniversário, a melhor das notícias! Há alguns dias atrás, voltamos ao Siri da Barra (juro que não foi proposital, a gente ainda não tinha se tocado de que fora o primeiro local que avaliamos) e tivemos uma surpresa mais que agradável! Descobrimos que justamente os problemas de acessibilidade que fizeram com que o restaurante não tirasse nota máxima na nossa avaliação, haviam sido corrigidos! Acreditam? Infelizmente, não conseguimos descobrir se por “culpa” nossa, ainda assim, ficamos com aquele gostinho de que estamos no caminho certo. É ou não é motivo pra continuarmos com nosso trabalho de formiguinha?

E pra terminar nosso post de aniversário, não poderíamos deixar de agradecer à participação de todos vocês, que nos visitam regularmente, passam nosso link adiante, deixam seus comentários, dão opiniões, mandam idéias e nos estimulam a continuar escrevendo! É isso que nos incentiva a seguir em frente e comemorar ainda muitos e muitos aniversários de blog!

Aguardem! Em breve teremos layout novo e “cositas más” aqui no Mão na Roda!
11/11/2008
-17:27
Hotel Villa Bella - Gramado
Há alguns dias atrás, fui informada pelo pessoal da editoria Viagem, do Globo na Internet, que o Hotel Villa Bella em Gramado tinha investido em obras de acessibilidade. Ficamos interessados e entramos em contato com o pessoal da assessoria do hotel. Se o hotel fosse aqui no Rio, já teríamos batido ponto por lá. Mas como ele fica um pouquinho longe e acabamos de voltar de férias, tivemos que contar com o material que nos foi enviado, que, aliás, nos surpreendeu um bocado.

Segundo informações que recebemos, atualmente, o Hotel conta com 10% dos seus apartamentos adaptados. O que consideramos um bom número! As portas e corredores são mais largos, os banheiros têm barras de segurança, piso antiderrapante, cadeira especial no chuveiro, pias e vaso sanitário de fácil acesso. As áreas sociais do hotel possuem rampas e banheiros com adaptação.

Um ponto que nos chamou a atenção foi a preocupação com a área das piscinas e com a recepção. Na primeira, o piso é antiderrapante, uma cadeira-elevador facilita o acesso do hóspede à piscina e há barras de apoio dentro dela. Já na recepção do hotel não vemos o tradicional balcão. No lugar dele, temos mesas de atendimento que eliminam barreiras e permitem que todos os clientes tenham um atendimento personalizado.
Há também cadeiras de rodas à disposição no hotel e o braile está presente no cardápio do restaurante, guias de serviços dos apartamentos e nas sinalizações dos elevadores.
Ainda segundo a assessoria de imprensa do Villa Bella, seu Bistrô e o Salão do Café da Manhã têm mesas acessíveis e espaço para circulação. Além disso, a equipe do hotel participa periodicamente de cursos de preparação para atender pessoas com deficiência.
Para completar nosso post, resolvemos tirar algumas últimas dúvidas. Quem nos respondeu foi o assessor de imprensa, Tiago Costa, da Due Company que atende o hotel:
Mão na Roda: Como surgiu a iniciativa de adaptar o hotel?
Tiago Costa - No período de desenvolvimento do projeto do Hotel Villa Bella, 1987/88, em busca das exigências da Embratur, o diretor do hotel, Roger Baqui, conheceu a diretora de Planejamento de Acessibilidade da cidade do Rio de Janeiro, na época, Marlene de Azevedo, que é cadeirante. O Diretor Roger foi, então, ao encontro da Sra. Marlene de Azevedo e teve a oportunidade de presenciar as dificuldades que uma pessoa com limitações físicas tem na sua estada em um hotel, observando como eram seus passos desde a chegada, passando pelo café da manhã, até o uso das dependências sociais (elevador, piscinas e área de lazer).
"Me sensibilizei e planejei a acessibilidade do Villa Bella"- Diretor Roger Baqui.
MnR - O hotel emprega alguma pessoa com algum tipo de deficiência?
TC - Sim, um funcionário com deficiência mental. E o hotel está aberto a mais colaboradores com este perfil. Atualmente são 40 colaboradores no total.
MnR - O hotel já recebeu hóspedes com deficiência?
TC - Sim. Temos uma ocupação regular desses hóspedes.
MnR - As tarifas dos quartos adaptados são semelhantes às dos demais quartos?
TC - As tarifas são de igual valor para todos os quartos adaptados ou não, os valores se diferenciam com relação ao tipo de categoria: Standard (sem vista para o Vale), Super Luxo (vista parcial para o Vale) e Super Luxo Especial (vista Frontal do Vale).
MnR - O traslado de POA para Gramado e o city tour em Gramado, que o hotel oferece como serviço à parte, são acessíveis para pessoas em cadeira de rodas?
TC - Até onde se tem conhecimento a agência Turistur, de Gramado, oferece transporte com alguma adaptação.
Pra finalizar, o diretor do hotel antecipa que o próximo passo será criar um destino com roteiro 100% acessível. “Em Gramado já existem restaurantes, cafés coloniais, lojas, além do centro da cidade, que está totalmente adaptado para este público”.
. . .
Hotel Villa Bella - Gramado - RS
Tel: (54) 3286-2688
E-Mail: hotel@hotelvillabella.com.br
Site: http://www.hotelvillabella.com.br/
11/11/2008
-13:05
Dia Mundial da Usabilidade

À primeira vista pode parecer que esse post não tem nada a ver com nosso blog. Eu mesma recebi vários emails essa semana (sou designer) a respeito do evento e passei batido, não liguei uma coisa a outra. Até que, ontem, recebemos a dica do nosso leitor Luis Ricardo, que nos lembrou, que o tema de uma das palestras será "Acessibilidade no transporte público carioca". Lendo com mais calma a programação, ainda descobri que a Mesa Redonda, no final do evento, também abordará o assunto. Ai, ai, ai! Quase comi mosca! Só não sei se conseguirei participar por causa do horário, bem no meio do expediente... Mas se algum leitor se interessar e quiser nos passar suas impressões depois, é só nos escrever!
Abaixo a programação do evento. Mais informações, você encontra no site do Dia Mundial da Usabilidade.
17h30 - Boas vindas e abertura - Robson Santos, D.Sc
17h40 - Casos e experiências
- Projeto de aeronaves - Saulo Hideki (Designer, RJ)
- Acessibilidade no transporte público carioca Everaldo Bechara (iLearn, RJ)
- Projetos para transporte ferroviário Bruno Batela (Designer, RJ)
- Metodologias de usabilidade Letícia Cianconni (Especialista em usabilidade - Tesla, SP)
18h40 - Intervalo / Coffe-break
19h - Palestras
- GPS, mapas e mobilidade Daniel Rocha (Fórum Nokia)
- TEX - Solução para o caos no trânsito Guto Indio da Costa
20h - Mesa redonda - Para onde vai o transporte do Rio? Perspectivas em usabilidade nos transportes
22h - Encerramento
10/11/2008
-19:11
O carona
- Tio, tio! Me puxa! - diz um garoto de skate ao meu lado, enquanto passeio na praia com minha namorada.
- Pô, segura aí atrás então! - respondo, apontando para a barra que fica atrás do encosto da cadeira.
O moleque segura na barra e começa:
- Tio, vai mais rápido! Corre, que tá muito devagar!
Eu dou uma acelerada, enquanto Bianca vai ficando pra trás, mas o menino não se satisfaz.
- Mais rápido, tio! Mais rápido!
Respondo que não, pois minha "patroa" - é, usei essa palavra - vai reclamar comigo. E o pequeno sujeito manda, na lata:
- Patroa? Mas como é que você faz neném?
E eu respondo sem pestanejar:
- Do mesmo jeito que você faz com sua namorada, ou você não tem namorada?
Aquele metro e trinta de curiosidade fica todo sem graça por alguns instantes, mas logo depois me olha da cabeça aos pés, aponta para mim e diz:
- Mas como, tio? Na cadeira?
- É... Às vezes sim, no sofá e na cama também! É bom, né?
O moleque começa a rir igual a um bobo, me acompanha mais uns 5 metros e depois diz:
- Pô, tio, tá muito rápido!
- Ah, mas você também, né? Reclama se está devagar, reclama se está rápido... - falo rindo
- Ó, vou ficar por aqui, tá? Tchau, tio! Valeu!
- Tchau, até a próxima! E cuidado pra não fazer neném na namorada!
7/11/2008
-15:13
Pias de banheiro: guia completo para cadeirantes
Em um post anterior a Gabriella fez uma excelente apresentação sobre as pias de banheiro adequadas para cadeirantes. Complementando aquela informação, apresento aqui alguns exemplos de pias construídas para facilitar a vida de um cadeirante com racionalidade (prática e fácil de usar), resistência (quase todo cadeirante se apóia na pia para usá-la), estética e economia (o bolso agradece).
O primeiro caso apresentado – e descartado – foi o da cuba de apoio. Um exemplo dessa cuba está na foto ao lado. É bonito, moderno, fashion, mas tem vários problemas. O primeiro é que a bancada fica muito baixa, na altura das pernas, impedindo a aproximação do cadeirante. Se a bancada for elevada, a borda da cuba ficará muito alta, ruim de usar. Além disso, as cubas costumam ter as bordas finas, o que é desconfortável quando se apóia os braços. Mas o pior é a forma de fixação à bancada sem boa rigidez. Com o tempo, pode se soltar e causar um acidente.
Outra opção é a bancada com cuba embutida, muito comum de se encontrar nos apartamentos mais novos. Tem a vantagem de a cuba ficar no centro da bancada retangular, facilitando a colocação de armários embutid... opa, eu falei armários embutidos? Isso é proibido para um cadeirante, pois impede a entrada da cadeira embaixo da bancada. Ninguém gosta de usar o lavatório de lado. Mas mesmo sem os armários, a cuba embutida tem alguns agravantes: como fica colocada logo abaixo da bancada, as alturas das duas peças se somam, reduzindo a distância ao chão de modo que fatalmente haverá um corpo estranho no caminho dos seus joelhos. Outra coisa é que a cuba fica relativamente afastada da extremidade da bancada: para lavar o rosto você encosta o peito na bancada e se molha todo. Ou então fica distante sem conseguir colocar o rosto totalmente sobre a cuba. Horrível para fazer a barba. Ainda tem o problema de que a superfície externa da cuba (a parte que os seus joelhos encontrarão) não costuma ser esmaltada, fazendo com que qualquer choque com a pele possa resultar em um ferimento.

Há também a cuba de semi-encaixe, que, na minha opinião, é o tipo mais adequado para um banheiro usado por um cadeirante. Junta o benefício da bancada acoplada com um sistema de apoio muito resistente. A altura do lavatório fica determinada apenas pela altura da cuba, ganhando alguns preciosos centímetros livres abaixo dela. A parte inferior da cuba fica aparente e costuma ser esmaltada, o que protege seus joelhos de arranhões caso ocorra um choque. Além disso, a extremidade do lavatório é a própria cuba, dá para chegar bem perto a ponto de colocar a cabeça inteira dentro da pia (já consegui fazer isso para testar). Sua montagem é mais fácil que a de embutir ou de sobrepor, já que o recorte do granito será retangular. No final, parece um lavatório comum com a bancada ao redor, mas na verdade a cuba de sobrepor vem com recuos laterais que dão o encaixe e acabamento na colocação sobre a bancada. Ao lado há duas fotos de lavatórios com cuba de semi-encaixe (adivinhem de onde são?).
E se o objetivo for economia usando um lavatório simples, sem bancada? Nesse caso as opções se multiplicam. Basta escolher um lavatório que possa ser fixado sem coluna, colocando apenas o sifão. Ou então um modelo com coluna suspensa, como na foto ao lado, onde a coluna se encaixa exatamente entre as pernas quando o cadeirante se aproxima. Para quem tem pouco espaço, uma opção é usar um lavatório de canto como o modelo mostrado na foto abaixo, uma peça única que já vem pronta para ser encaixada na parede.
Por último, quero aproveitar para desfazer um mito: cadeirantes NÃO preferem lavatórios pequenos. Outros deficientes também não. A única hipótese admissível para se colocar lavatórios pequenos é quando o espaço dos banheiros é reduzido, onde a redução do lavatório abre espaço para circulação e manobras. Não sei de onde veio esse costume, mas vejo muitos banheiros para deficientes com uma área enorme e com uma pia minúscula perdida lá no canto. Se há espaço, usem um lavatório de tamanho normal. Um modelo reduzido é péssimo, não dá para chegar perto da pia, as mãos não cabem direito, voa água para todo lado. Lavar o rosto, então, só se colocar uma tolha no colo. Pior ainda quando colocam uma torneira enorme cujo jato quase sai pra fora da pia... é banho na certa. Quem nunca passou por isso?
6/11/2008
-16:10
A primeira atriz cadeirante em uma novela brasileira
E por falar em cadeirantes em novelas, lembrei que não chegamos a escrever sobre a participação, pela primeira vez numa novela brasileira, de uma atriz cadeirante (valeu pela lembrança, Ticiana!). Trata-se da atriz Tábata Contri, que faz o papel da Joana na novela Água na Boca, na Band. Parece que desta vez eles resolveram acertar, hein? Ponto para a Band!
Outro ponto também vai para o autor da novela, que escolheu criar uma personagem que já começa a trama cadeirante e que, diferente das demais histórias que já vimos por aí, não voltará a andar por um milagre da medicina ou força de vontade.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de que a história da personagem NÃO gira em torno da sua deficiência, segundo palavras da própria atriz (veja vídeo abaixo com a entrevista) e sim em torno de problemas pessoais da tal "Joana". Nada de pobrezinha e coitadinha da cadeirante que não tem vida própria. Tem até cena dela na cama com o namorado. (Calma, gente. Nada de nudez ou erotismo, não. É só uma cena romântica).
Acho que, desta vez, a arte resolveu imitar a vida! Alguém aí já conferiu a novela e pode nos contar o que achou?
5/11/2008
-16:07
Cadeirante em novela - mais um!
Dia desses, a Cris, colaboradora do blog, nos enviou um email, falando sobre mais uma novela na qual um dos personagens ficará paraplégico. Começamos uma pequena discussão que resolvemos continuar por aqui. Sei que já falamos sobre o assunto, mas é sempre bom retomar um tema. Que tal dar sua opinião a respeito nos comentários?
Cris - Hoje, olhando a página principal de um site, li a notícia (importantíssima, aliás, rs) de que um personagem de novela ficará paraplégico após uma briga. Será que tem cota de personagem deficiente nas novelas? Ou finalmente estão querendo usar o veículo como forma de conscientização? Torço para que abordem o tema da forma mais positiva possível. Enfim, é aguardar e esperar!
Bianca - Parece que está mesmo entrando na moda falar sobre pessoas com deficiência. Pelo menos nosso blog foi vanguarda, né? :P
Eu acho importante que isso seja dito e repetido, só não gosto da maneira como o assunto é abordado. Nunca é de uma forma completamente natural. Lembro-me de um dia que, mudando de canal, me deparei com uma cena da novela "Beleza Pura", na qual, inclusive, um salão de beleza foi reformado e se tornou acessível. A cena era completamente sem sentido no contexto da trama, nem se passava no tal salão acessível. Um dos personagens, que era dono de um posto de gasolina, fazia entrevistas para emprego com cadeirantes. Pra "enriquecer a cena" surgia um frentista perguntando o que era tudo aquilo. Ao que o dono do posto respondia, com todas aquelas frases feitas que já conhecemos, que estava dando oportunidade para pessoas com deficiência, que a gente precisava tratar todo mundo como igual e blablabla. Logo em seguida chegava sua namorada e eles mudavam radicalmente de assunto, voltando para a trama da novela. Parecia cena comprada de propaganda, sabe? Nem preciso dizer que tinha uma baita logomarca do posto de gasolina ao fundo, né?
Por outro lado ouvi falar que na Malhação já abordaram o tema de uma forma bem legal. Um bom sinal!
Alguém mais sabe de alguma novela com cadeirantes? O que vocês acham disso? Comentem!
3/11/2008
-13:27
Cadeirante ou skatista?
Improvável, mas é verdade. O sujeito pega sua cadeira de rodas e “dropa” em pistas de skate! E pra quem acha que é história de pescador, aí está um vídeo com Aaron Fotheringham, o garoto de 16 anos responsável pela proeza.
Mais vídeos:
http://www.youtube.com/v/nWxl-PjxgRE&hl=pt-br&fs=1
http://www.youtube.com/watch?v=hc1YdL_w1Hg
Créditos da imagem: Bart Jones
30/10/2008
-12:54
Quero ser cobrada!
Às vezes penso o quanto nós, pessoas com deficiência, somos isentos de seguir toda e qualquer "obrigação" com a sociedade. O que quero dizer com isso é: se não trabalhamos, saímos, namoramos ou dirigimos ninguém vai achar nada demais. Talvez esse seja o "normal" para pessoas com deficiência. É como se a imagem padrão das pessoas em relação aos deficientes fosse a de que eles passam o dia em casa vendo TV e tomando sopa. De vez em quando dão uma saidinha, tipo uma ida na pracinha pra tomar um ar e ver a paisagem.
Mas se algum deficiente resolve "ousar" e sair de casa, trabalhar, estudar e se divertir, vira algo do outro mundo e um exemplo de superação! Talvez venha daí a idéia e imagem de que somos exemplos de superação e heroísmo. Ou o contrário. Não sei. Mas a impressão que tenho é que nada nos é exigido e tudo é perdoável. Se eu quiser ficar em casa coçando, tudo bem, afinal: "Coitadinha, ela é deficiente".
As pessoas ainda não entendem que a falta de desejo não é inerente à deficiência. Se alguém resolver que não quer fazer nada da vida, isso não tem nada a ver com ter ou não uma deficiência, mas sim com a falta de desejo. Ponto. Já vi muita gente "normal" levar uma vida extremamente vazia. E aí? Não, a deficiência não define a pessoa, o que a define são seus desejos.
É claro que ser deficiente num mundo pouco inclusivo e acessível é difícil, e às vezes enche o saco mesmo, mas não vou deixar de buscar o que me faz bem e feliz. Quero ser "cobrada" como todos. Não quero moleza. Como parte do meio em que vivo, quero contribuir e ser parte e não ficar "à parte". Quero exigir e ser exigida.
Abaixo a sopinha com televisão!
29/10/2008
-12:23
Bistrô do Espaço Carioca - Laranjeiras
Nossa querida leitora Ticiana conheceu um “lugar bacanérrimo” em Laranjeiras e resolveu nos passar a dica. Segundo ela a comida é “bem gostosa, e o menu é do tipo refinadinho. Comi uma sopa de abóbora com brie e um risoto de alho poró divinos! Tudo por R$ 43,00 dividido por dois. Nem dos mais baratos e nem exorbitante. A marguerita de lá é também aconselhável!”
Como a dica nos pareceu boa, resolvemos reproduzir aqui o email que ela nos enviou com as fotos do local.
“Aos detalhes: o Espaço Carioca não tem estacionamento próprio e a calçada em frente é daqueles pedregulhos de rua antiga, quase impossível pra tocar a cadeira. Mas chamei o segurança e ele ajudou com muita boa vontade. Logo depois de entrar, tem uma rampa de pedras portuguesas que leva à entrada da livraria. Não é uma rampa perfeita, mas é bem curtinha. Lá dentro, no primeiro piso, tem a livraria, com bom espaço entre as estantes; uma loja de cd's (isso ainda existe?) e um café. Não cheguei a testar as mesinhas do café... Não existem degraus entre os ambientes.
O banheiro adaptado, também no primeiro piso, fica numa cabine e não num ambiente separado. É espaçoso, tem as barras laterais, porta que abre pra fora, pia rebaixada. Enfim, tudo que é essencial para servir ao seu propósito.
O Bistrô fica no andar de cima, aonde chegamos por um elevador próprio para cadeirantes. A disposição das mesas permite uma boa circulação e o pé da mesa é daqueles centrais com apoio em xis. Como o pedal da minha cadeira não é daqueles em um só bloco, eu consigo encaixá-la bem, com uma perna de cada lado. Tem também uma parte externa, que acabei não conhecendo por causa da chuva.

Descobri agora, pelo site (http://espacoriocarioca.wordpress.com/about), que há também um espaço pra shows no café do lugar. Eu acabei conhecendo apenas o bistrô.”
Ticiana, adoramos sua contribuição! Vamos dar um pulo pra conferir o lugar, com certeza!
. . .
Resumindo:
• Rampa, elevador e banheiro adaptado
• Estacionamento com segurança a 200m
Espaço Rio Carioca
Rua das Laranjeiras, 307/ Anexo
Telefax: (21) 2225-7332
http://espacoriocarioca.wordpress.com
Horários:
2ª, das 17h às 22h
3ª, 4ª, 5ª e dom, das 12h às 22h
6ª e Sáb, das 12h às 23h
28/10/2008
-10:02
Mão na Roda em Paris - circulando pela cidade
Assim como Regina Duarte, eu tinha medo. Mas de Paris! Meu francês inexistente, coca-cola a 5 euros, a fama de ranzinza dos franceses, ruas estreitas e antigas, prédios seculares e mais um monte de coisas que eu - cadeirante neurótico e medroso - achava que tornariam uma estadia na cidade tão agradável quanto uma lua de mel em Bagdá.
Sorte minha que existe Internet, sites e blogs como o Mão na Roda, que ajudam a acabar com esses medos bobos (é, agora os considero bobos!) comuns a tantos cadeirantes. Paris fez muitos progressos na questão da acessibilidade e barreiras arquitetônicas não são mais um problema para visitar a cidade.
A melhor maneira de conhecer a capital francesa é a pé. Ou de rodinhas, se preferir. Não só as da cadeira, mas as de patins ou mesmo as das bicicletas disponibilizadas pela prefeitura através do Vélib , num esquema pega aqui e entrega acolá. Ótimo para uma cidade relativamente plana e onde as principais atrações estão perto umas das outras.
É bom planejar seu roteiro diário (de acordo com seus principais interesses), chegar a um ponto inicial e de lá fazer tudo a pé, sem ter que depender de ônibus ou metrô. Com exceção de Montmartre, Montparnasse e Quartier Latin, que têm ladeiras íngremes, as outras regiões por onde passei eram bem planas.
Sentiu fome? A cada esquina você encontra uma patisserie/boulangerie com pães, sanduíches e doces maravilhosos. Várias delas, assim como outras lojas, cafés e restaurantes, estão no nível da rua ou tem apenas um batente ou degrau na entrada. E vimos muitos lugares com rampa também! Ah, se der vontade de beber uma Coca-Cola sem ter que pedir empréstimo ao banco, é só entrar em algum mercadinho que o preço é quase o mesmo daqui do Brasil.
E na hora de ir ao banheiro? Não se preocupe! É comum encontrar banheiros públicos adaptados perto das atrações. E os que eu usei eram limpos, bem adaptados e de graça para pessoas com deficiência (é comum cobrarem por eles na Europa). Aliás, pessoas com deficiência também entram de graça em TODOS os museus de Paris, e ainda dá pra levar um acompanhante “na aba”. Até mesmo nas atrações pagas, como a Torre Eiffel, há um desconto na entrada.
Tá, mas e o transporte público? Pra quem vai de cadeira como eu, poucas estações do metrô são adaptadas, e servem uma área muito restrita. Por esse motivo, acabamos não testando o metrô parisiense. Já com os ônibus, a coisa melhora sensivelmente. Há diversas linhas acessíveis, e o site oficial dos transportes de Paris mostra todas elas, de forma atualizada. Sem falar na adaptação dos ônibus, que é perfeita: uma rampinha retrátil acionada automaticamente pelo motorista. Em dois tempos você está dentro do ônibus seguindo viagem. Nada de elevador lerdo que atrapalha a viagem dos outros.
Resumindo: dá pra visitar praticamente todas as principais atrações da cidade em 5 ou 6 dias. Mas é claro que você também pode passar 1 mês em Paris e mesmo assim não conseguir aproveitar tudo que a cidade tem a oferecer. É muita coisa para ver, sentir e fazer!
E se você ainda está em dúvida se vale a penar visitar Paris, mais fotos para te convencer! ;-)


27/10/2008
-9:35
Lobisomem de cadeira de rodas!
Cuidado! Ele está a espreita e pode assombrar você a qualquer momento! Se você gosta de emoções fortes, não deixe de assistir ao horripilante filme “Wheelchair Werewolf” (Lobisomem de cadeira de rodas).
Cuidado... o lobisomem de cadeira de rodas pode ser qualquer um de nós. Até mesmo... EU??!!
Ah, sim! Devidamente legendado!
24/10/2008
-18:21
Casa de shows - Vivo Rio
Sabendo que ia a um lugar novo, e esperando que tivesse algum acesso, peguei minha câmera e segui para o Vivo Rio. Chegando lá, não vi nenhuma vaga reservada, e como opção (ou falta de) deixei meu carro no Valet Park. Para tanto conforto tive que pagar a bagatela de R$ 15,00, preço fixo do lugar.
Saí do carro e me dirigi a entrada da casa de shows. Até ali, tudo bem. Chão liso e sem degraus. Logo que entrei, um "moço" muito gentil se aproximou para me ajudar. Os lugares acessíveis da casa ficam no andar debaixo e para isso tem um elevador. Também tem lugar no andar de cima, mas é bastante apertado e cheio de degraus. Os melhores lugares da casa são a área VIP, Setor 1 e 2. O setor 3, apesar de ser no mesmo ambiente, fica numa plataforma mais alta com alguns degraus pra se chegar a ele. A casa reserva alguns lugares na área VIP e no Setor 1 para pessoas com deficiência e infelizmente esses são os lugares mais caros do Vivo Rio. Para quem pode desembolsar uma grana a mais, vale a pena. A área VIP é praticamente colada no palco.
Enfim, assim que deixei minhas coisas na mesa, fui logo checar os banheiros. A casa possui 2 banheiros adaptados (cabines únicas, só para deficientes) um de cada lado do palco. Os banheiros são amplos, possuem barras de apoio e a pia é vazada.
De volta ao show, agora é aproveitar e se divertir. Achei o acesso do Vivo Rio muito bom. Porém - ah porém - qual não foi minha surpresa ao sair, quando descobri que o pessoal do Valet Park tinha estacionado meu carro numa vaga reservada!
Quando olhei para cima, vi a plaquinha sinalizando as vagas. Fora isso, não vi mais nada indicando que a área era reservada, e no escuro ficava quase impossível perceber a tal placa. E se as pessoas já abusam, quando as vagas são bem marcadas, imagine quando se tem só uma plaquinha. Pelo menos, esse foi o único empecilho. De resto, foi relaxar e aproveitar!
• • •
| Pontos positivos: | Pontos negativos: |
• Estacionamento no local | • Vagas reservadas mal sinalizadas |
Avaliação: Bom |
• • •
Vivo Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo - Rio de Janeiro
www.vivorio.com.br
22/10/2008
-9:24
Acessibilidade - quem se beneficia?

Sempre que falamos sobre locais acessíveis e soluções bacanas que encontramos por aí, tenho medo de que a maioria dos leitores ache que estamos falando para um público muito restrito: pessoas com alguma deficiência física.
Qual não foi minha surpresa, quando uma amiga, mãe de primeira viagem, veio me dizer que passou a entender perfeitamente as dificuldades que o Dado passa com sua cadeira de rodas, agora que precisa circular por aí com um carrinho de bebê. Foi o empurrão para escrever esse texto.
Afinal de contas, quem se beneficia com essa tal de acessibilidade? Posso provar pra vocês que todo mundo sai ganhando. Querem ver?
Comecemos pelos grupos mais óbvios: pessoas com alguma deficiência física e idosos. Não se esqueçam de incluir nesse grupo muletantes, usuários de bengalas e andadores. Todas essas pessoas andam com muito mais tranquilidade em calçadas bem cuidadas e têm muito mais facilidade em subir rampas ou usar elevadores ao invés de escadas. Alguém duvida?
Mas como eu ia dizendo, a lista é grande. Lembram-se da minha amiga citada no início do texto? Então. Ela e tantas outras mães com carrinhos de bebê também são beneficiadas. Tenho certeza de que todas agradecem de coração quando encontram uma calçada espaçosa, sem mesas e cadeiras de botecos, camelôs ou carros estacionados pelo caminho. Ou quando conseguem subir e descer tranquilamente nas calçadas e atravessar sem problemas as ruas que possuem boas rampas nas suas esquinas. E não podemos esquecer os meios de transporte adaptados. Ou você nunca se deparou com uma mãe tentando subir e descer num ônibus carioca com carrinho de bebê? Uma tristeza!
Partindo desses grupos específicos, nos quais muitos leitores vão dizer: “Ah! Eu não me encaixo em nenhum deles!”, chegamos às situações nas quais esse mesmo leitor poderá se encontrar algum dia e vai ficar p... da vida de viver numa cidade que não se preocupa com acessibidade. Só para citar algumas:
• Sair na rua com carrinho de feira.
• Arrastar malas com rodinhas.
• Andar por aí com o pé engessado.
• Dar um jeito no tendão e ter que usar muletas temporariamente.
• Usar salto alto (toda mulher sabe que é quase impossível fazê-lo nas ruas do Rio)
• Ter que andar no meio da rua por falta de espaço livre na calçada.
• Usar algum meio de transporte público com um número maior de bolsas ou sacolas.
E por aí vai!
Se ainda assim você não se convenceu de que uma cidade mais acessível é melhor pra todos, acho que está na hora de rever seus conceitos!
. . .
E pra completar o post com chave de ouro, copio aqui um comentário muito pertinente de nossa leitora Rose Vieira. Obrigada, Rose!
"Sem contar que lugares sem acesso adequado atrapalham a vida de muita gente, mas o contrário não acontece. Uma escada impede um cadeirante de subir, mas uma rampa não obstrui o acesso de um andante; Um cego não consegue saber quando o sinal fecha, mas um sinal sonoro, até ajudaria os outros, mais distraídos; Uma porta mais larga não impede ninguém de usar o banheiro. "
20/10/2008
-9:40
Mão na Roda em Paris - Chegada
Para chegar em Paris, pegamos um vôo saindo do Rio e uma conexão em Madrid. Tirando uma pisada de bola da companhia aérea (IBERIA), a viagem foi bem tranqüila. Pelo menos para mim, que dormi a viagem inteira. Já a Bianca, que tem medo de avião, passou o vôo todo circulando pela aeronave – segundo ela, descobrindo os cantinhos secretos e abrindo os armários dos banheiros – para passar o tempo. Ao desembarcar na capital espanhola, fomos surpreendidos pelo excelente programa SIN BARREIRAS criado pela Aena, a Infraero da Espanha. Esse programa foi criado para melhorar a acessibilidade e o atendimento de pessoas com deficiência nos aeroportos espanhóis. Maiores detalhes ficam para outro post, assim como o problema que tive com a IBERIA.
Chegamos em Paris pelo aeroporto Orly, que é usado principalmente para vôos entre a capital francesa e outras cidades da Europa. Lá, ao desembarcar do avião, uma surpresa: minha cadeira de rodas não estava me aguardando na porta da aeronave, como de costume. Tive que usar uma cadeira do aeroporto (gigantesca!) e rumar para o setor de bagagens, onde após alguns minutos minha cadeira apareceu linda e reluzente circulando pela esteira junto com as outras malas. Estranho.
Cadeira e malas a postos, procuramos por um posto de informações no aeroporto, onde perguntamos como chegávamos ao lugar X da cidade, onde ficava nosso hotel. Uma nota: meu francês é inexistente. A única coisa que sei falar é “Je ne parle pás français”, ou seja, “eu não sei falar francês”. Nos postos de informação turística, é comum os funcionários falarem inglês e até português - de Portugal, que fique claro.
Todo mundo sabe que, em praticamente qualquer cidade, o mais fácil é pegar um táxi do aeroporto ao hotel, mas optamos por “testar” o transporte público coletivo sempre que possível, pois geralmente ele é mais barato e funciona bem na Europa. Além disso, teríamos mais dicas para dar aqui no blog . ;-)
A primeira opção era pegar um ônibus + metrô para perto do hotel. Nossa “informante” não sabia quais estações de metrô eram adaptadas, mas foi atenciosa e se ofereceu para telefonar e descobrir. Como não existiam estações de metrô acessíveis e próximas ao hotel, acabamos optando por utilizar ônibus – adaptado – pois parecia mais tranqüilo. E foi. Chegamos rapidinho no centro de Paris pelo Orlybus, andamos mais uns 500 metros (tudo com rampa e boas calçadas) e pegamos outro ônibus que nos deixou a 3 quadras do hotel. Barato, seguro e eficiente.
É importante dizer que, tanto do aeroporto Charles de Gaulle quanto do aeroporto Orly, há ônibus e metrô acessíveis para o centro de Paris. O custo do transporte, por pessoa, varia de 6 a 10 euros.
Mas se você preferir pegar um táxi, há veículos adaptados com rampas para cadeirantes. A empresa G7 (link em francês) permite o agendamento desses táxis e eles têm a mesma tarifa de um táxi comum. A corrida para o centro a partir do Orly custa em torno de 35 euros e a partir do Charles de Gaulle fica em torno de 50 euros.
Depois disso tudo, só dá para sentir pena de quem chega aqui no Rio que, além de ter que passar pela linha amarela, linha vermelha ou Av. Brasil, não pode contar com transporte coletivo adaptado. Pelo menos já existe a possibilidade de se pegar um taxi acessível!
. . .
Links com mais informações:
RATP
Empresa de transportes públicos de Paris (RATP). Contém todas as linhas de ônibus, trem e metrô da cidade, simulador de roteiros e informações sobre acessibilidade. O site está disponível em francês, inglês, espanhol, italiano, holandês e alemão.
Infomobi
Site específico sobre transporte acessível em Paris. Informações disponíveis apenas em francês.
Aeroportos de Paris
Tire todas as suas dúvidas sobre o acesso nos aeroportes de Paris. Site em francês ou inglês.
Sobre o blog
Perfil dos autores
- Eduardo Camara
Cadeirante, carioca, 32 anos de idade e 9 de cadeira. - Gabriella Savine
Arquiteta e urbanista, especialista em acessibilidade. Mestranda UFRJ - PROURB - Bianca Marotta
Andante, há pouco tempo namorando um cadeirante e aprendendo a ver o mundo com um novo olhar.
Colaboradores
- Cris Costa
- Nickolas Marcon

Edição digital
No celular
No e-mail




