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Carlos Albuquerque e Tom Leão

Música e cultura alternativa

riofanzine@oglobo.com.br

Enviado por tom leão -
17/11/2008
-
15:41

Peter Greenaway: pintor de filmes

 

O DIRETOR INGLÊS PETER GREENAWAY SEMPRE FEZ FILMES EM QUE A FORMA E A ESTÉTICA E A FOTOGRAFIA E AS CORES ERAM TÃO OU MAIS IMPORTANTES DO QUE A HISTÓRIA CONTADA. FOI ASSIM COM FILMES INTRIGANTES COMO "ZOO, UM Z E DOIS ZEROS", "A BARRIGA DO ARQUITETO", "AFOGANDO EM NÚMEROS" E, O SEU MAIS FAMOSO, "O COZINHEIRO, O LADRÃO E SUA AMANTE". NESTES FILMES, GREENAWAY AGIA COMO UM PINTOR, CRIANDO TELAS E CENAS PLASTICAMENTE BELAS.

LOGO, ELE VIU QUE O CINEMA COMO FORMA JÁ ESTÁ FICANDO DEFASADO E COMEÇOU A FAZER PERFORMANCES COMO VJ, CRIANDO NOVOS FILMES AO VIVO. JÁ SE APRESENTOU ASSIM NO SÓNAR DE BARCELONA E ESTARÁ NESTA TERÇA-FEIRA, ÀS 21H, NO TEATRO OI CASA GRANDE (LEBLON) APRESENTANDO A SUA PERFORMANCE TULSE LUPER (CUJO ORIGINAL SE COMPÕE DE TRÊS FILMES), COMO PARTE DA EDIÇÃO ESPECIAL DO PROJETO MULTIPLICIDADE, QUE ROLA NO OI FUTURO.

COMO O INGRESSO SÓ CUSTAVA $15, A SESSÃO PARA ESTA TERÇA-FEIRA JÁ ESTÁ ESGOTADA. MAS ELE DARÁ UMA PALESTRA NO DIA SEGUINTE, NO MESMO TEATRO, ÀS 10H, QUE AINDA TEM INGRESSOS À VENDA (TBM $15). UMA BOA OPORTUNIDADE DE TROCAR IDÉIAS COM O MESTRE.


Enviado por tom leão -
14/11/2008
-
16:14

Anthony Rother vs Beuys von Telekraft

O alemão Anthony Rother, sob o codinome Beuys Von Telekraft, se apresentará hoje no Sky Lounge no último show da turnê brasileira de lançamento do álbum "My name is Beuys Von Telekraft". Rother (dono dos selos Datapunk e Telekraft, que transita pelo techno pesado e dark electro) escolheu a América do Sul
(especificamente o Brasil, primeiro) para dar o pontapé na turnê, que só depois passará pela Europa.

- De modo geral, é porque eu realmente amo o Brasil, porque vocês reagem muito bem à música eletrônica. Essa é a razão principal de começar por aqui.

Nesta turnê, Rother não estará acompanhado de nenhum tipo de toca-discos (vinil ou CD), mas apenas de um mixer Korg Zero-8 e seu laptop. Algo, assim, bem lo-fi.

- O show é mais ou menos como jazz, como cozinhar. Eu levo os ingredientes no laptop e vou escolhendo e cozinhando ao vivo através do mixer. Não há um playlist predeterminado, tudo é criado no momento.

Acredita que isso é uma nova forma de levar adiante a carreira do DJ?

- Sim, sempre tento fazer algo diferente em minha vida. Já estou nessa estrada há muitos anos, então tenho que me redescobrir, me reinventar em novas formas, usar a tecnologia de um modo diferente, sair da rotina da DJ culture tradicional, não ficar só concentrado em mixar, mas em tirar algo mais da música, usar tudo o que a tecnologia digital pode nos oferecer - explica. O conceito digital é outro caminho, a gente tem que ser mais criativo e estar mudando o tempo todo, porque há muito mais opções do que dois toca-discos e um mixer. Agora nós podemos realmente criar as músicas ao vivo, enquanto tocamos,


Enviado por tom leão -
13/11/2008
-
16:12

Gorillaz Soundsystem

 

Acontece neste sábado em Belo Horizonte a edição 2008 do festival Creamfields Brasil, que a cada ano aporta numa cidade brasileira diferente desde 2005. O maior destaque é a presença do inédito por aqui Gorillaz Soundsystem, que é uma franquia da banda animada Gorillaz (que foi criada pelo cantor do Blur, Damon Albarn, jnunto com o artista gráfico Jamie Hewlett, o criador de "Tank girl").

O Gorillaz Sound System é um pedaço da banda que nasceu em 1998 na Inglaterra e que se tornou uma das maiores inovação no mundo da música, ao misturar personagens de cartuns, projeções e músicos ao vivo. A banda é representada, no palco, pelos hologramas de personagens de desenhos animado 2D (vocalista), Murdoc (baixista), Russel (baterista) e a japonesinha Noodle.

A diferença é que o show do Creamfields será comandado por um DJ e um VJ, que manipularão os sons e as imagens da banda virtual. Como nunca os vimos por aqui, fica a curiosidade pela apresentação.

O Creamfields também contará com outras atrações de peso da eletrônica como os DJs Laurent Garnier, Mike Relm (outro que mixa imagens), Roger Sanchez e Deadmau5, entre outros.


Enviado por tom leão -
12/11/2008
-
17:06

A segunda vinda de Jesus & Mary Chain

A primeira vez do The Jesus & Mary Chain aqui, no final dos anos 1980, quase ninguém viu. Mesmo
quem foi ao Canecão. É que tinha tanta fumaça de gelo seco no palco que era impossível ver a face dos irmãos Reid (Jim e William), cabeças da banda. E, mesmo quando a fumaça se dissipava, eles continuavam escondidos por trás de seus cabelos. Pouca coisa mudou no visual dos manos escoceses, que se apresentaram no festival Planeta Terra, em São Paulo, no sábado passado. Bem como o som gélido e as vozes sussurrantes de ambos. William ( à esquerda na foto acima) que o diga. Foi ele quem atendeu à ligação do RF, em Los Angeles, com sua voz cavernosa e arrastada. Ele atribuiu ao convite para a banda tocar no festival Coachella deste ano o principal motivo da volta da banda.


— Coachella foi o que nos motivou a voltar e, dali em diante, vimos que dava para seguir. Mas, na época, era para ser só aquele show. E aqui estamos, ainda na estrada — ressalta.

Ele completa dizendo que trabalhar com o irmão também ajudou no processo:

— Bom, às vezes, é melhor trabalhar com um irmão. Mais fácil, mais difícil, varia. Mas há uma troca de cumplicidade e confiança que talvez não teríamos com outras pessoas. Ele é meu irmãozinho no fim
das contas, sabe? É mais do que um amigo. Acho que somos mais amigos hoje por causa da banda.

Falando em família, William é pai de uma filha adolescente. O que ela acha do Jesus & Mary Chain?

— A minha filha tem 16 anos e escuta coisas muito velhas, tipo Iron Buttefly, e também My Chemical Romance, My Bloody Valentine, Beyoncé, é bem misturado. Não a forço a ouvir o Jesus & Mary Chain, que é tipo o emprego do pai dela, sabe?

E a platéia mais jovem nos shows, como reage à banda em geral atualmente?

— Cada show é sempre uma surpresa para a gente. Não sabemos quem estará lá, se novos ou velhos fãs. Mas tem muita gente nova indo ver, o que achamos legal, já que começamos há 25 anos. E tem gente lá com nossas camisetas que nem era nascido na época de “Upside down”. A música se renova de certa forma, ela afeta as pessoas. Nesse ponto não há tempo ou idade, é tudo uma coisa só — diz.

Ele informa que já tem disco novo vindo aí, e que o som será dark, como sempre:

— Sim, nós estamos nesse momento em estúdio, em Los Angeles. E nós mesmos estamos produzindo o disco. Qualquer coisa que a gente faça sempre soará como J&MC, porque é o que somos. Nós temos
alguns violinos, um velho piano, mas o resto é puro Jesus. 

*trecho de entrevista publicada no Rio Fanzine do caderno Rio Show.


Enviado por tom leão -
11/11/2008
-
12:28

Bloc Party: noite catártica no Circo

 

Foto enviada pelo leitor Mike Ribera

Depois de uma catastrófica apresentação ha cerca de um mês no VMB da MTV, na qual fizeram playback em duas músicas e saíram de cena vaiados, o Bloc Party se redimiu ante a platéia do Circo Voador com um dos melhores shows do ano (e, provavelmete, daquele lugar) nesta segunda-feira. O vocalista Kele Okereke se desculpou rapidamente numa de suas falas ao público ("desculpe pela merda que fizemos da última vez aqui") e, por quase duas horas, o Bloc Party fez um daqueles shows que já estão inscritos na história do Circo e dos shows no Rio.

Na primeira hora da apresentação eles fizeram o que estava escrito no set list. Seriam cerca de 12 canções, mais umas três de encore e fim de papo. Contudo, a medida em que o show avançava, foi se criando um clima de interação entre palco e platéia e Kele foi se entregando cada vez mais a isso. Quando o bis começou, a pequena multidão (deu quase um the Cult, ótimo para uma segunda-feira) foi se instalando e começaram os pulos do palco e abraços em Kele, que foi sendo tomado por aquela vibração e começou a rir e liberar geral (até mesmo pedindo pelos "meus rapazes", como se sabe, o simpático cantor, que parece local da Lapa, é gay).

A partir daí, quando a banda parecia ter encerrado a noite, os pedidos de volta foram tão fortes,  que a festa no quarteirão realmente começou e eles voltaram para tocar mais duas músicas que nâo estavam no programa (todas do primeiro disco, "Silent alarm", o melhor deles) e liberou geral: a invasão de palco não podia ser mais contida, as pessoas subiam, dançavam e tiravam fotos com o cantor (uma menina afro até deu umas reboladas fantásticas com o artista), este fez até mosh, sendo carregado pelas pessoas da frente do palco, e declarou que este fora o mellhor show da banda na América do Sul e um dos melhores que já fizeram. E todos sairam suados e felizes de mais uma noite memorável no Circo, que assim se firma como o melhor lugar no Rio para este tipo de apresentação, onde a vibração do público faz parte do programa. 

*A pedidos, o set list (as três últimas não estavam no programa):

1. Hunting For Witches
2. Positive Tension
3. Blue Light
4. Trojan Horse
5. Song For Clay
6. Banquet
7. Letter To My Son
8. Talons
9. Mercury
10. This Modern Love
11. The Prayer
12. Like Eating Glass


13. Ares
14. Íon Square
15. Flux
16. Helicopter

17. Price Of Gas
18. She’s Hearing Voices

(tem dois clipes do show no blog do Jama)


Enviado por tom leão -
10/11/2008
-
17:56

Crystal Castles: caóticos

 

Quem assiste à série de TV inglesa “Skins” (que passa aqui no HBO Plus) deve ter notado — num dos episódios da segunda temporada — uma banda estranhíssima que tocava num clube freqüentado pela galera em Bristol. Estava escrito atrás num pano: Crystal Castles. A performance era tão estranha que até parecia uma banda inventada para o programa. Mas, não. O Crystal Castles é real. E recentemente até foi
capa do “NME” (não que isso hoje em dia signifique grande coisa). A música apresentada na TV foi “Alice practice”, eleita pela imprensa musical inglesa como uma das melhores do ano. Outra faixa do CD, “Crime wave”, já é uma favorita por aqui, tanto nas festas de rock quanto de electro.

Canadense de Toronto, o Crystal Castles (cujo nome veio do desenho animado da She-Ra) é mais uma dupla minimalista dessas que surgem toda hora hoje em dia: Ethan Kath cuida dos efeitos e programações, enquanto Alice Glass se encarrega dos vocais e da performance. A diferença para as duplas de electro-rock que conhecemos é que eles não são exatamente dançantes, mas um tanto dark, de batidas quebradas, ruídos bizarros. Para dançar de cara para a parede. Isso se traduz em apresentações ao vivo, tidas como caóticas, e no som do disco homônimo deles, cheio de músicas curtas e com programações antiquadas e esquisitas (com muitas distorções vocais). Se esta é a sua onda, eles são dos melhores.


Enviado por tom leão -
6/11/2008
-
9:28

Como já disse George Clinton...

"PAINT THE WHITE HOUSE BLACK!"


Enviado por tom leão -
30/10/2008
-
15:38

Hail to the Chiefs!

 

A banda inglesa Kaiser Chiefs toca pela primeira vez no Brasil, dia 8 de novembro, no festival Planeta Terra (SP) como atração principal de um palco que terá também Bloc Party e The Jesus & Mary Chain. A banda chega aqui bem no momento em que está lançando o seu terceiro disco, "Off with their heads". Seria só mais um disco de outra banda inglesa do momento, não fosse o trabalho bem acima da média.

O KC apareceu em 2005 com o álbum "Employment" apresentando um rock animado e dançante, que parecia até a trilha sonora para alguma festa de hooligans, principalmente com hits como "I predict a riot" e "Everyday I love you less and less", na tradição das melhores bandas britânicas do passado. No entanto, não foram muito felizes com o trabalho seguinte, "Yours truly angry mob" (2007), que destacou apenas a pop song "Ruby", que não emplacou como esperado, embora tenha até tocado e, algumas rádios daqui com algum sucesso.

Agora, com "Off with their heads", a banda se reencontra com a alegria, graças a boa produção de Mark Ronson (o mentor de Amy Winehouse), numa sequência de faixas irresistíveis (uma delas, "Always happens like that", com voz de Lily Allen)que ficam melhores a cada nova audição, emulando o som de bandas britânicas até a raiz, como The Jam, Blur e Madness, basicamente. Ou seja, quem for conferir a banda ao vivo nem vai se incomodar se eles resolverem tocar muitas faixas do novo disco. Na média, elas estão à altura (e algumas são até superiores) do que muitas do primeiro disco e, com certeza, ganham longe das do segundo...

ouça algumas faixas em: http://www.myspace.com/kaiserchiefs


Enviado por tom leão -
27/10/2008
-
15:12

O superstar do festival

Quem era aquele gordinho meio calvo -- que dançava pra caramba -- que apareceu de repente numa das músicas do show do MGMT sexta-feira passada no TIM Festival e, no dia seguinte, teve destaque no show do Neon Neon (no qual dançou e tocou) e ainda voltou para uma saideira, só de cueca e meia nádega à mostra, no final do show dos Klaxons no mesmo festival? Har Mar Superstar; Quem?

Nascido Steve Stillmann há 30 anos, Har Mar (que lembra uma mistura do ator pornô Ron Jeremy com o comediante Jon Lovitz, e judeu como estes) é um cantor americano com queda para a comédia, já com três discos lançados, no qual faz paródias de música pop (do rock ao rap). O nome Har Mar, que soa algo oriental-exótico, na verdade foi tirado da fachada de um shopping no interior americano. Além de cantar, Har Mar é a cara oficial dos anúncios da vodka Vladivar (tem pra ver no YouTube) e, recentemente, virou ídolo das bandas de rock alternativas por ter aparecido como o dançarino de discoteca Dancin´ Rick no filme "Starsky & Hutch". Daí sua aparições rebolativas nos shows destas bandas, o que já o levou a fazer números de abertura para bandas como Strokes, Yeah Yeah Yeahs, Incubus e Red Hot Chili Peppers.

Atualmente Har Mar Superstar é integrante fixo da turnê do Neon Neon, com o qual gravou o falsetto na faixa "Trick for treat", do álbum "Stainless style". Daí ter virado o arroz de festa nos shows mais bacanas do TIM. Ele ainda foi visto nas rodinhas do insano baile hardcore do DJ Dean Deacon na madrugada de domingo, e tirando fotos com os fãs que ganhou port aqui (como o DJ Gustavo MM, na foto abaixo), embora muitos tenham achado disgusting seus rebolados com a barriga flácida e o traseiro à mostra. Mas que foi divertido, foi...


Enviado por Carlos Albuquerque -
21/10/2008
-
18:41

Haja visto II...

Com a ausência de Paul Weller, fica assim aquela noite no Tim Festival: Roberta Sá, Marcelo Camelo e Arnaldo Antunes


Enviado por Carlos Albuquerque -
20/10/2008
-
17:29

Haja visto...

Sobre o cancelamento do show de Paul Weller no Tim Festival - anunciado, oficialmente, hoje, por causa de problemas com o visto do tecladista Andrew John Gonçalves - fica a dúvida: por melhor que ele seja, o prezado Gonçalves era mesmo insubstituível? Não dava pra vir sem ele?

Outra: ainda dá tempo de trazer o The Who?

 


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