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Minhas últimas colunas

Enviado por Míriam Leitão -
19.11.2008
| 9h17m
Na CBN

Deflação é novo fantasma para países ricos

Nós brasileiros estamos acostumados a temer a inflação. Mas a deflação, que é o processo inverso de queda acentuada nos preços, também é um problema sério.

Num processo recessivo, a deflação acaba realimentando a crise. Por exemplo: um produtor não consegue vender seu produto e abaixa o preço. O consumidor, com medo da crise, não compra e espera mais um pouco. Com isso, o produtor é obrigado a reduzir mais ainda o preço, e aí começa um ciclo vicioso até o momento em que os preços não sustentam mais a produção. Com isso, as empresas quebram, aumenta o desemprego e a renda diminui.

Esse problema está começando a aparecer nos países ricos que já estão em recessão. Ontem, os preços aos produtores americanos tiveram uma queda forte. A mesma coisa aconteceu com os preços aos consumidores na Inglaterra.

Uma das coisas que contribuiu para a grande depressão de 1929 foi justamente a deflação. Esse é o novo fantasma que está rondando os países ricos.

Voltando a lembrar que aqui no Brasil a inflação continua no topo da meta do Banco Central. Nosso problema é outro. A crise pode ajudar a derrubar os preços e trazer de novo para o centro da meta. Mas a alta do dólar é uma variável que empurra os preços para cima.

Ouçam aqui o comentário da CBN.


Enviado por Míriam Leitão -
19.11.2008
| 9h15m
Projeto

Repatriação de capitais pode legalizar dinheiro sujo

A manchete do jornal Valor Econômico de hoje mostra que o governo está apoiando um projeto do senador Delcídio Amaral (PT-MS) para conceder incentivos fiscais para a repatriação de capitais que saíram do país durante as crises econômicas passadas. A idéia é trazer de volta para o país cerca de US$ 70 bilhões.

Sobre isso, sempre houve muita controvérsia. Em entrevista à rádio CBN, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel afirmou que o projeto acabará servindo de incentivo para lavagem de dinheiro com origem criminosa porque ninguém sabe de onde vem esse dinheiro que está lá fora. Pode ser fruto de roubo, corrupção, ou sonegação fiscal, por exemplo.

Se o objetivo for combater a sonegação fiscal, ele diz que a Receita Federal já possui mecanismos de repatriamento. Do jeito que está, o projeto acabará legalizando o dinheiro que é ilegal, e depois que ele entrar no Brasil a Receita não terá como rastreá-lo.

Esse é um assunto que ainda deve gerar muito debate neste momento de crise, com o Brasil precisando de dólares. Mesmo assim, o ex-secretário acha a idéia perigosa e defende que o projeto não seja aprovado. Quem ganhar dinheiro com trabalho honesto pagará mais imposto do que o dinheiro que vier de fora com origem ilegal porque o objetivo é fazer uma tributação de 8% de imposto de renda (IR).


Enviado por Míriam Leitão -
19.11.2008
| 9h09m
Bom Dia Brasil

Ajuda às montadoras americanas não é garantia

As três grandes empresas, General Motors, Chrysler e Ford, falaram ontem em colapso no Senado americano e pediram gordos cheques: de US$ 10 bilhões a US$ 7 bilhões, cada uma.

Para ilustrar o desespero, o presidente da Chrysler, Robert Nardelli, chegou a dizer que, se a empresa recebesse ajuda federal, ele aceitaria reduzir seu salário para US$ 1,00 por ano. Os outros dois executivos não confirmaram essa abnegação.

O problema é que as empresas têm custos altos e não se modernizaram. Por isso, mesmo essa ajuda, se for dada, não é garantia.

Na China, as montadoras americanas estão tendo um ano ótimo: as vendas totais de veículos vão crescer este ano em um milhão de unidades. No Brasil, os dados preliminares das revendedoras mostram que, na primeira quinzena de novembro. As vendas caíram fortemente, em relação a outubro, que já havia caído 13%, em relação a setembro.

As vendas de caminhões, que tinham fila de espera até recentemente também, estão em queda. Mesmo assim, o país termina o ano com venda de veículos 15% a 19% maiores do que no ano passado.

Aqui no Brasil, o ano que vem será o ano mais difícil. Conversei com o economista José Roberto Mendonça de Barros e ele me disse que a agricultura consegue colher bem e comercializar esta safra e que o problema de financiamento pior será no plantio da safra de 2009 para colher em 2010. Mas o governo já começou a abrir os cofres agora.

Os produtores plantaram com o dólar mais baixo e agora vão vender com dólar mais alto. Apesar disso, os preços das commodities caíram, mas uma coisa ajuda a outra.

Para financiar a safra do ano que vem, se o crédito não se regularizar, pode haver problema. Mas haverá uma vantagem: certos insumos do petróleo terão caído de preço. O Brasil vai exportar menos commodities no ano que vem, por causa da recessão mundial, mas não há previsão de queda no mercado interno.

O Brasil, é bom sempre repetir, não está em recessão como outros países. Está desacelerando. Ontem, as vendas de varejo de setembro saíram muito positivas. Elas ainda não sentiram a crise.

Hoje, deve sair o desemprego de outubro que também será de queda. O Brasil está no meio do caminho. Ele vinha crescendo forte e, agora, está reduzindo a marcha para um crescimento mais lento.

 


Enviado por Leonardo Zanelli -
19.11.2008
| 8h01m
Economia real

Fenabrave: vendas de veículos vão cair em novembro

Para a coluna Panorama Econômico de hoje de O Globo, "Dois tempos", que você lê aqui no blog a partir das 15h, nós conversamos com o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze. Ainda sem os dados da primeira quinzena de novembro fechados, que devem mostrar queda nas vendas para a primeira quinzena de outubro, ele disse que este mês vai ser de queda novamente, "mas nada de arrepiar os cabelos".

- As vendas vão continuar a ter queda em novembrou. A queda deve ser igual ou um pouco maior que em outubro. Mas mesmo com essas dificuldades, o setor está bem e devemos fechar este ano com um crescimento de 18%, 19%.

Em outubro, a queda na venda de veículos sobre setembro foi de 13,8%. A redução já era esperada, segundo Reze, mesmo sem a chegada da crise econômica - o que acelerou a queda, é verdade -, porque o crescimento foi muito forte em 2007 o no início deste ano.

- O ano começou com o embalo do crescimento de 2007. No primeiro quadrimestre deste ano, as vendas tinham subido 32%. Era claro que no segundo semestre esse crescimento reduziria, mesmo sem a crise - disse Reze.

Para o ano que vem, a projeção de crescimento do setor é de um dígito. A MB Associados prevê uma alta nas vendas totais de veículos de 3,1% em 2009. Ontem, Sérgio Reze disse que o crescimento pode chegar a 5% ou 6%. Isto porque, segundo ele, o crédito estaria voltando e com taxas mais baixas (de 2,2% ao mês para 1,6% ao mês) e os clientes estariam reaparecendo nas concessionárias, muitos buscando por consórcios.

- Isso é a volta à normalidade. Anormal era o boom de vendas durar o ano todo. Normalidade é ter crédito, ter cliente e as concessionárias realizarem promoções. E o normal para 2009 é crescer um dígito - afirmou o presidente da Fenabrave.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 23h06m
Montadoras nos EUA

Executivo aceita salário de US$ 1 para salvar empresa

As três grandes montadoras dos Estados Unidos: General Motors, Ford e Chrysler falaram em colapso da indústria automobilística na ida delas ao Congresso americano hoje. E pediram gordos cheques. A GM quer de US$ 10 bi a US$ 12 bi; a Ford de US$ 7 bi a US$ 8 bi e a Chrysler US$ 7 bi. O presidente da Chrysler, Robert Nardelli disse que aceita um salário de apenas US$ 1 por ano se ela receber ajuda federal. Os outros dois executivos Rick Wagoner, da GM e Alan Mulally preferiram não se comprometer com esse ponto.

Os temores são de que a GM não vai escapar de uma falência que nos Estados Unidos é um pouco mais parecido com a nossa moratória, é o Chapter Eleven, um pedido de falencia com chance de recuperação. Mesmo assim, o Congresso continua avaliando a possibilidade de ajudá-las.

A grande questão é: adianta? as montadoras americanas abusaram nas concessões aos funcionários, a GM tem um plano de aposentadoria dos funcionários caríssimo, os custos operacionais são gigantes e os carros não apenas caros mas desatualizados. A indústria americana precisa dar um salto para a nova economia de baixo carbono. Só pode ser socorrida se for fechado esse compromisso que é um dos pontos do programa do presidente eleito.


Enviado por Leonardo Zanelli -
18.11.2008
| 19h27m
Mercado

Bolsas: queda aqui e alta nos EUA

Por aqui, queda na bolsa o dia todo. Lá fora, volatilidade nos mercados. A Bovespa fechou em queda hoje de 4,54%, aos 34.094 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones foi marcado pela volatilidade. O índice abriu em queda, chegou a subir 2,5% durante o dia, depois caiu 2% e fechou com alta de 1,83%. S&P500 e Nasdaq também foram voláteis durante o dia, mas fecharam em alta de 0.98% e de 0,08%, respectivamente.

Por aqui, segundo Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora Corretora, a aversão ao risco com os países emergentes influenciou para a queda, assim como as ações de Vale do Rio Doce, Petrobras, siderurgia e bancos, que caíram. O que levou à aversão ao risco dessa vez foi a situação de Equador e Argentina.

- É claro que os investidores sabem diferenciar o Brasil dos demais, mas influencia. No Equador, a possibilidade é de calote na dívida. Na Argentina, foram as restrições ao comércio bilateral com o Brasil e estatização da previdência privada. Isso provocou a aversão ao risco dos investidores. Lá fora, a volatilidade marcou o dia.

Para amanhã, alguns índices importantes serão divulgados nos Estados Unidos. Vão sair o Índice de Preços ao Consumidor americano de outubro e os dados de construção de novas residências e de licenças para novas construções. Ainda nos EUA, vai sair a ata do FOMC e o Banco Central inglês também divulga a sua ata, o que é importante para sinalizar rumos das políticas econômicas dos dois países.


Enviado por Alvaro Gribel -
18.11.2008
| 16h38m
Crise

Morgan Stanley diz que Brasil pode entrar em recessão

Em entrevista ao Broadcast, o economista-chefe do Morgan Stanley, Marcelo Carvalho, disse que o Brasil pode entrar em recessão no 1º trimestre de 2009. Segundo ele, há riscos de retração no último trimestre deste ano e no primeiro do ano que vem, o que configuraria uma recessão clássica também no país, a exemplo do que já aconteceu com Alemanha, Japão, Itália e Zona do Euro.

- Nosso número (do PIB) ainda é mais baixo do que o consenso do mercado, mas o consenso vem diminuindo as previsões sistematicamente. O risco de recessão existe, sim. O 4º trimestre deste ano será fraco, com taxa de crescimento próxima de zero ou mesmo negativa. A mesma coisa vai acontecer no primeiro trimestre do ano que vem - disse ele na entrevista.

Carvalho também afirma que é mais provável um número abaixo de 2% de crescimento do PIB brasileiro no ano que vem do que acima de 2%. E diz que a desaceleração será mais pronunciada do que a maioria das pessoas está preparada.

- A crise global se mostra mais profunda e vai se mostar mais extensa no tempo do que se imaginava no início. O crescimento da economia mundial foi revisto para baixo, de 2,5% para 1,7% em 2009. Os EUA já estão em recessão, assim como a Zona do Euro e o Japão. Pela primeira vez em várias décadas há uma recessão sincronizada entre os países desenvolvidos - disse.

De acordo com o analista Claudio Moura, da Umuarama Corretora, a análise pode ser um dos motivos que mantém a bolsa brasileira em baixa hoje. Por volta das 16h30m, o Ibovespa operava com queda de 3,40%, com destaque de baixa para Petrobras e Vale. Ao mesmo tempo as commoditites tinham ligeira alta, assim como o petróleo, motivos que impulsionariam as ações das duas empresas.

Ouçam aqui no site da Agência Estado a entrevista com Marcelo Carvalho.


Enviado por Leonardo Zanelli -
18.11.2008
| 15h42m
VAREJO

Vendas no varejo ainda não refletem crise financeira

Mais uma análise mostra que a alta nas vendas do varejo de setembro, divulgadas pelo IBGE, não refletem o impacto da crise financeira, como já dissemos aqui, que começou na metade de setembro e se intensificou em outubro. Segundo o boletim econômico do CSFB, os dados de outubro serão os primeiros a refletir a deterioração da confiança dos consumidores e a forte retração do crédito doméstico, afetando principalmente o ritmo de expansão das vendas do varejo ampliado.

O Credit Suisse cita, como exemplo, as vendas de veículos em outubro, que apresentaram queda de 2,1% em relação a outubro do ano passado. Em setembro, as vendas tinham subido 31,7% e no acumulado do ano estavam crescendo 23,4%.

O CSFB aposta em um dado positivo para amanhã: uma taxa de desemprego de 7,3%, contra 7,6% em setembro. O IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Emprego pela manhã.


Enviado por Míriam Leitão e Leonardo Zanelli -
18.11.2008
| 15h00m
Panorama Econômico

Nova ordem

Bretton Woods levou dois anos de reuniões técnicas preparatórias, três semanas de reuniões e, ao fim, o mundo capitalista decidiu criar uma ordem monetária e cambial que não faria sentido ter agora: câmbio fixo em relação ao dólar e controle cambial. Agora, é uma reunião de emergência para evitar um agravamento da recessão que já tomou a Europa, o Japão e os EUA.

A produção industrial dos EUA de outubro saiu melhor do que o previsto, porque foi retomada a produção na área de mineração, que havia sido suspensa em setembro, na temporada de furacões. Mas há inúmeros dados nos últimos tempos não deixando dúvidas de que a economia americana está parando.

Não se trata, agora, de uma reorganização financeira internacional após uma guerra — o nome “Segunda Bretton Woods” é impróprio —, mas sim o de ações emergenciais para evitar o agravamento da primeira crise verdadeiramente global e, numa segunda etapa, um redesenho da estrutura de poder mundial, para consolidar mudanças que já ocorreram.

Há uma percepção de que a reunião do G-20 fracassou porque não tomou decisões e, sim, fez uma lista de intenções. Alguém realmente achava que se poderia tomar decisão para ação imediata faltando pouco mais de 60 dias para a troca de comando na maior economia do mundo e epicentro da crise? Por ocorrer agora, a reunião teria mesmo que ter um limite nas suas pretensões.

Quando se fala em nova Bretton Woods é mais para lembrar um processo de formação de consenso dos países mais importantes, que ficou marcado na História. Mas os dois momentos não guardam muita relação, e as decisões a serem tomadas também não.

O principal avanço foi enterrar de vez a legitimidade do G-7. Ele voltará a se reunir, mas não terá, como antes, a idéia dos comandantes do mundo tomando as decisões que afetarão a todos. O G-20, por sua vez, é uma contradição ambulante. Gente demais para tomar decisão, interesses conflitantes e alguns países meio fora da ordem. Uma crítica que o grupo enfrentou logo de cara foi deixar a Espanha de fora e incluir a Argentina. A primeira, com um sistema financeiro moderno e sofisticado; a segunda vivendo um intervalo entre duas moratórias, porque ninguém duvida que é isso que o casal Kirchner acabará colhendo com suas medidas destemperadas, como a estatização da previdência privada para cobrir o rombo do governo. Mas o fato de que os países ricos reconheçam que sem Índia, China, Brasil, Coréia, Austrália e outros países médios importantes é impossível ter uma conversa séria sobre reorganização financeira mundial é um avanço. Também é um avanço que se reconheça que um FMI, em que Holanda e Bélgica têm mais poder que o Brasil, não faz sentido algum.

Em alguns dos pontos de acordo da reunião, há que se duvidar da sinceridade. Os chefes de Estado concordaram em não tomar medidas protecionistas por 12 meses. Bush só podia se comprometer por dois. Os outros dez ficarão por conta de Obama, que durante a campanha defendeu algumas propostas protecionistas, na linha do “Made in America”. O Brasil já está querendo proteção contra uma invasão chinesa. A Europa mantém suas velhas barreiras protecionistas. Bush, que se definiu como uma “pessoa do livre comércio”, é o mesmo em cujo governo foram mantidas as sobretaxas ao etanol brasileiro e aprovadas leis agrícolas que elevaram, em vez de diminuir, os subsídios agrícolas. Uma das lições de 1929 foi que o protecionismo agravou a recessão. Então, os chefes de Estado dos maiores países do mundo estão dizendo que, teoricamente, sabem que isso pode agravar a situação, mas não há qualquer garantia de que isso seja seguido, mesmo pelos países que continuarão tendo o mesmo chefe de Estado nos próximos 12 meses.

Outro dilema a ser enfrentado pelos países, independentemente do que decidam os EUA na Era Obama, é que, se o controle sobre os bancos e as operações bancárias forem fortes demais, isso pode restringir o crédito e impedir a recuperação; mas se forem lenientes, como nos últimos tempos, estarão dizendo ao mundo que as autoridades monetárias dos países não são capazes de controlar seus mercados. Há inúmeros casos de absurdos revelados na esteira da atual crise.

Para o Brasil, o momento é de oportunidades, de estar entre os maiores do mundo; mas de riscos também. Chegar numa reunião dessas e dar a declaração de que “os países ricos devem resolver seus problemas financeiros” é uma forma de negar, na prática, o discurso de que é preciso dividir o poder mundial. O Brasil precisa abandonar o velho discurso Norte-Sul e atualizar sua atitude em reuniões internacionais.

Outro risco é o da tradução literal do que é feito lá. O Brasil não está em recessão, não precisa de medidas emergenciais anti-recessão. Lá, a indústria automobilística despencou e há divergências sobre a ajuda às montadoras; aqui, elas tiveram um mês de queda nas vendas, que estavam superaquecidas. Lá, a inflação está caindo, os juros já estão negativos em alguns casos e eles estão ficando sem o instrumento de política monetária. Aqui, a inflação está perto do teto da meta, há pressões inflacionárias. Os pacientes estão com sintomas diferentes e devem ter remédios diferentes.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 13h16m
Na CBN

Vendas no varejo cresceram em todos os setores

As vendas no varejo no Brasil divulgadas hoje foram muito boas. Mas são números de setembro, de antes do início da crise financeira que só começou no dia 15 desse mês, quando quebrou o Lehman Brothers. Até chegar ao consumidor, isso leva um tempo.

Os gráficos do IBGE são impressionantes (vejam aqui). Em todas as áreas há elevação tanto na comparação com o mês anterior quanto no acumulado dos últimos 12 meses. Estávamos acelerando muito.

O que vai acontecer daqui para frente é que vamos ter que desacelerar um pouco. Não entraremos em recessão, de forma alguma, mas vamos crescer menos.

Ouçam aqui a análise com o Sardenberg, na CBN.


Enviado por Alvaro Gribel -
18.11.2008
| 12h27m
Inflação

Enquanto isso, no capitalismo, os preços caem...

A recessão já começa a derrubar os preços nas principais economias do mundo. Mais cedo, o Reino Unido já havia anunciado a maior queda mensal em 11 anos nos preços aos consumidores. O CPI caiu no acumulado dos últimos dozes meses caiu de 5,2%, em setembro, para para 4,5%, em outubro.

Agora no início da tarde, os EUA também divulgaram queda recorde nos preços, desta vez nos preços dos produtores: 2,8% em outubro. A previsão média entre os economistas era de queda de 1,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, a queda frente a setembro foi de 8,7% para 5,2%.

O que ajudou a derrubar os preços, nos dois casos, foram alimentos e energia, refletindo a desaceleração mundial e a redução nos preços das commodities.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 11h09m
Produção industrial

MB prevê parada súbita em outubro

A Consultoria MB Associados prevê uma queda de 1,5% na produção industrial de outubro na comparação com o mês anterior e alta de apenas 1,2% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Foi definido pela consultoria como uma "parada súbita" que deve afetar todo o resultado do quarto trimestre.

Segundo o relatório da MB, isto não muda para novembro e dezembro, quando o país continuará tendo um "arrefecimento da indústria".

A consultoria mudou a previsão de saldo comercial para o ano que vem, acha que pode ficar em US$ 13 bilhões e não US$ 5 bilhões como calculava e isso diminui a previsão de déficit em transações correntes para US$ 30 bilhões. A inflação continuará alta mas dentro da meta.

Ao fazer o balanço de outubro no mercado financeiro internacional, a MB disse que foi o pior dos meses na história. Nem outubro de 29, quando houve o crash, foi tão ruim para as bolsas mundiais.


Enviado por Alvaro Gribel -
18.11.2008
| 10h48m
Crise

Pepsi vai cortar mais de 3 mil vagas

À medida que os países vão entrando em recessão, as empresas anunciam cortes nos quadros de funcionários. Ontem, o Citigroup disse que pretende fechar mais de 50 mil vagas.

Agora pela manhã, a Pepsi também disse que vai fechar 3.150 postos de trabalho na América do Norte, Europa e México, como parte do programa de reestruturação da empresa.


Enviado por Alvaro Gribel -
18.11.2008
| 10h24m
Crise

GM, Ford e Chrysler pressionam por pacote

Um dos maiores temores entre os investidores é que aconteça uma quebra generalizada na indústria automobilística americana. Hoje, os presidentes das três maiores empresas do país vão pressionar o Congresso para que seja aprovado um pacote de socorro ao setor de US$ 25 bilhões. GM, Ford e Chrysler estão correndo o risco de quebrar lá fora por conta da recessão no país.

Segundo reportagem da Bloomberg, a proposta de socorro que está sendo discutida na Câmara e no Senado oferece em contrapartida investimentos em veículos de energia mais limpa, além de limites para a remuneração dos principais executivos das companhias. Mas ainda há muitas dúvidas e principalmente os republicanos estão se opondo à idéia.

- O problema do setor foi de gerência. O modelo coporativo deles não funcionou - disse um senador republicano à agência de notícias.

Entre os economistas, impera a lógica do menos pior num momento de crise. Para o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss, o prejuízo da quebra de uma empresa como a GM poderia ser muito maior do que o gasto de US$ 25 bilhões.

- Só de arrecação de impostos, o governo perderia US$ 108 bilhões. No total, somando outros gastos diretos e indiretos, o prejuízo para os cofres públicos chegaria a US$ 200 bihões. Chrysler e Ford também quebrariam em sequência. Como a cadeia produtiva do setor automobilístico é muito ampla, o desemprego no país saltaria para 9,8%. A GM também tem uma previdência privada que ela própria bancou. Uma quebra desse tamanho seria muito ruim neste momento de crise - afirmou.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 9h44m
De Bush para Obama

Presente de Natal? Paulson não quer gastar tudo

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, não quer fazer novo plano de salvamento e quer guardar o que restou do pacote dos US$ 700 bilhões para alguma emergência ou para o início do próximo governo.

Também pudera: deu US$ 25 bilhões para o Citigroup e ele agora está demitindo. O plano que havia bolado de compra de ativos podres revelou-se inexequível.

Se sobrar dinheiro do Tarp ( o plano de socorro de US$ 700 bilhões), Bush pode dizer que deixou um pedaço do pacote de presente para Obama.

É mas ele deixa também a pior crise econômica desde 29!.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 9h42m
Na CBN

Avaliação do governo foi de um extremo ao outro

A avaliação do governo sobre a crise foi de um extremo ao outro. Primeiro, se comportou como se o país fosse uma ilha de tranqüilidade. Era a época da "marolinha". Depois, se comportou como se o Brasil estivesse em recessão e precisasse acudir grandes setores com dinheiro público.

O Brasil precisa aproveitar a vantagem de que não está em recessão, mas apenas em desaceleração. Isso significa que temos mais tempo para adotar medidas, mas é preciso estratégia porque o quadro ficará ruim para nós no ano que vem.

O ideal não é manter ajuda a alguns setores específicos como no caso do automobilístico. Nem todos os setores tem poder de pressão, então desse jeito muita gente não terá ajuda. O socorro deve ser horizontal, ou seja, beneficiando todo mundo. Também poderia reduzir impostos e a burocracia. Temos a vantagem de ter tempo para pensar.

O que houve de mais grave até agora entre nós foi a crise dos derivativos de câmbio, e não o problema no setor automobilístico, que deu férias coletivas aos empregados. Empresas brasileiras sadias, mas que foram irresponsáveis ao apostar na valorização do real, ficaram com graves problemas nos seus balanços. Para isso o Banco Central tomou medidas, mas ainda há empresas com prejuízos para anunciar.

O que é ruim é que cada vez que o governo se reúne sai uma ajuda a um setor específico.  Essa não é a melhor forma de enfrentar a crise econômica.

Ouçam aqui o comentário da CBN.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 9h04m
Bom Dia Brasil

Crise é muito pior lá fora

A gente lamenta qualquer demissão, mas a verdade é que quando a gente compara o que acontece lá fora e aqui dentro, a situação é bem diferente. Há uma diferença nas notícias de lá e de cá. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, há recessão. Nos Estados Unidos, ainda não temos dois trimestres de redução do Produto Interno Bruto (PIB), mas se caminha para isso.

No Brasil, o que está havendo é apenas uma desaceleração, uma redução da marcha. As montadoras vão terminar o ano com vendas recordes. Antes, as vendas estavam crescendo a 25% ao ano. Agora, já se sabe que este ritmo não vai ser mantido.

Nos Estados Unidos, há grandes demissões, como a de ontem do Citigroup. Mais de 50 mil pessoas foram demitidas. Aqui, o desemprego ainda não está aumentando. Lá, os preços estão despencando, exatamente porque o consumidor está cortando fortemente as compras. Aqui, a inflação permanece.

Alguns países vizinhos também estão bem piores que nós. A Colômbia, ontem, decretou estado de emergência econômica, porque foi descoberto um sistema de pirâmide em instituições financeiras. As perdas estão se espalhando e os distúrbios também. O Equador está atrasando o pagamento da dívida externa, e a Argentina se apropriou do dinheiro da previdência privada.

Não é exatamente reflexo da crise, o que atinge nossos vizinhos. Na Colômbia, é fraude. No Equador, o governo está escolhendo brigar com investidores. A Argentina, há muito tempo, pegou o desvio.

O que fazer nesta confusão? Primeiro, ver o que certos vizinhos estão fazendo para não repetir os mesmos erros. Segundo, entender essa crise.

No Brasil, o pior da crise foi a conseqüência dos derivativos cambiais de empresas exportadoras. São aqueles papéis em um mercado futuro de dólar. Isso espalhou muito prejuízo em empresa boa que vai agora reduzir investimentos.

O país vai crescer menos no ano que vem. Bens de alto valor, como carros, vão vender menos. É inevitável. Seria melhor o governo reduzir impostos, reduzir burocracia e favorecer todos os setores e contribuintes do que tentar manter a venda de um setor: de carros, no mesmo ritmo de antes.

 


Enviado por Leonardo Zanelli -
18.11.2008
| 8h23m
ETANOL

A péssima situação do trabalhador da indústria canavieira

A Plataforma BNDES, grupo de organizações da sociedade civil que monitaram o BNDES e cobram do banco a adoção de critérios sociais mais justos e claros para conceder empréstimos, lança nesta terça-feira, em São Paulo, o relatório "Impactos da Indústria Canavieira no Brasil". Composto de cinco artigos, o relatório mostra que a situação é assustadora em relação à degradação ambiental e à saúde do trabalhador nas usinas de cana-de-açúcar.

Se o Brasil quer que o nosso etanol vire o mocinho em tempos de luta contra a mudança climática, os usineiros terão que melhorar, e muito, a vida do trabalhador e acabar com as queimadas nas plantações de cana-de-açúcar. Entre as informações do relatório, algumas são realmente assustadoras. Um artigo sobre uma pesquisa da Unimep, que está em andamento e tem apoio da Prefeitura de Piracicaba e do Ministério do Trabalho, mostra que, durante um período de 8 horas, um trabalhador manual do corte de cana chega a fazer 3.994 flexões de coluna e a dar 3.792 golpes, em ciclos médios de movimentos de 5,6 segundos, seis vezes acima do recomendável. Ao fim do dia, chega a cortar (e carregar, já que joga-a para a leira) 11,5 toneladas. Por meio de monitores de freqüência, fixados em 10 trabalhadores, o estudo verificou que 8 ultrapassaram limites de “carga cardiovascular” e extrapolaram limites de freqüência cardíaca. Os pesquisadores descrevem a atividade do corte da cana como “extremamente repetitiva e com risco de lesões osteomusculares”.

O mesmo artigo cita, também, um dado da Pastoral do Migrante de Guaribas, segundo o qual, entre 2004 e 2008, 21 trabalhadores do corte manual de cana morreram em São Paulo por motivos como parada cardíaca. Segundo os autores, o pagamento por produção nos canaviais (recebe-se pela quantidade de cana cortada) contraria normas de ergonomia do Ministério do Trabalho – e sugerem que este sistema de remuneração seja abolido.

Outros três artigos apontam diversos problemas à saúde por causa da produção de etanol. Eles mostram como a poluição atmosférica, por causa das queimadas, expõe o trabalhador e a população a riscos diversos de adoecimento por doenças cardiovasculares. Há ainda risco de câncer, por causa da aplicação de agrotóxicos, e problemas de coluna e desidratação, entre outros, por causa do esforço físico intenso. Além disso, há a poluição das bacias hidrográfricas. Um impacto é que a água utilizada no processo retorna aos rios com temperaturas não ambientes, o que pode implicar “em expressivos impactos para o ecossistema aquático”. Outro é que o uso de agrotóxicos e fertilizantes polui as bacias hidrográficas.

Por fim, um artigo mostra que apesar da rápida expansão da cana-de-açúcar (previsão de 9 milhões de hectares em 2008, 55% a mais do que em 2005, especialmente na região Centro-Sul do País), os instrumentos de monitoramento de impactos, em especial por parte do foverno, são poucos, como o monitoramento via satélite do INPE e da CONAB, que seriam insuficientes. O artigo ainda alerta que o governo deveria dar mais atenção para a possibilidade de a cana “avançar” sobre áreas que produzem alimentos - um relatório da ONU coloca isto como uma preocupação mundial.

O relatório com os cinco artigos vai servir para que o Plataforma BNDES cobre do banco a utilização de critérios sócio-ambientais para a liberação de financiamentos para o setor de etanol - em 2008, R$ 6,5 bilhões foram aprovados pelo BNDES, de acordo com a Plataforma BNDES.


Enviado por Míriam Leitão -
18.11.2008
| 8h16m
Crise

Desemprego de luxo

Os jornais de hoje estão anunciando duas demissões de grandes executivos. O presidente da Yahoo, Jerry Yang, co-fundador da empresa. Ele está saindo por causa do fracasso da tentativa de se juntar com a Microsoft. Outro com o bilhete azul é o presidente mundial do Carrefour em Paris, José Luiz Duran, por causa do baixo desempenho do grupo na matriz.


Enviado por Leonardo Zanelli -
17.11.2008
| 19h18m
Mercados

Mais um dia de volatilidade nas bolsas

Hoje foi mais um dia de instabilidade de oscilações nos mercados, aqui e lá fora. Durante a tarde, a Bovespa acompanhou as bolsas dos EUA e subiu, após passar a manhã em queda. Mas o cenário negativo da economia mundial fez com que aqui e lá fora as bolsas voltassem a cair. O Ibovespa fechou em queda de 0,2%, aos 35.717 pontos, depois de cair 3,81% na mínima do dia e subir 1,6% na máxima. Veja os fechamentos das bolsas aqui e lá fora.

Segundo Ivo Chermont, economista da Modal Assett, até surgirem notícias novas relevantes, o mercado vai ficar volátil.

- De manhã, as notícias do Japão sobre recessão não foram boas. A recessão da Zona do Euro já tinha saído e agora foi o Japão. Depois foi a produção industrial nos Estados Unidos, que veio maior, mas foi reflexo da área de energia do Golfo do México e da mineração, e não refletia o conjunto da atividade industrial. E ainda teve o número da atividade industrial de Nova York, que veio baixo. Daí em diante, foi a volatilidade - explicou ele.

Os dois gráficos que ilustram esse post, o da Bovespa e o do Dow Jones, este do site da Bloomberg, mostram bem esse comportamento.

Por fim, um assunto que deve movimentar o mercado nos próximos dias é o pacote de ajuda às montadoras dos EUA. Além de haver divergências políticas, as montadoras dizem que não aguentam até o próximo ano.

- Talvez dependa mais do Bush do que do Obama. Isso deve mexer com o mercado, até porque há questões políticas. É um assunto delicado - disse Chermont.


Enviado por Leonardo Zanelli -
17.11.2008
| 16h07m
PIB Brasileiro

Como o PIB pode crescer menos em 2009

O informativo econômico semanal elaborado pelo Departamento Econômico do Itaú mostra por quais caminhos a economia brasileira pode ser atingida nesta crise econômica, empurrando o crescimento do PIB para perto de 2% em 2009, que é a aposta do documento, e como isto é fácil de ocorrer. Como temos dito aqui no blog, são algumas maneiras consistentes. A primeira é que o menor crescimento do mundo no ano que vem vai reduzir o preço e o volume de exportação das commodities.

Outra forma de contágio é a redução da liquidez lá fora, o que gera menos investimento aqui. Com menor liquidez, o crédito para o consumo diminui. Isso acontece no exterior e já começou a acontecer aqui nesses meses de crise. Além disso, com a confiança do consumidor reduzida e a incerteza aumentando, as pessoas preferem poupar e pagar dívidas a consumir. E isso também afeta o crescimento da economia.

O Departamento Econômico do Itaú ainda diz que o aumento da taxa de juros neste ano, pelo Banco Central, para 13,75%, vai impactar a atividade econômica no ano que vem, mesmo que ainda não tenha afetado muito neste ano. E que, com esses fatores, o crescimento do PIB vai ficar por volta de 0,45% por trimestre.

Por fim, o informativo faz um comparativo com outros períodos de desaceleração da economia brasileira. Em 1997, a crise da Ásia deixou o PIB brasileiro negativo. Em 2002, as incertezas sobre a eleição para presidente e o futuro do país fizeram com que o PIB crescesse 0,1% por trimestre. Com o aperto monetário no fim de 2004 e a alta dos juros, o PIB brasileiro cresceu em média 0,42% do segundo trimestre de 2005 até o segundo trimestre de 2006.

As crises não são as mesmas. Mas este fim de 2008 já mostra retração no PIB em diversos países, como no Japão, na Alemanha, na Itália e na Zona do Euro, que já estão em recessão. E o menor crescimento mundial vai afetar o Brasil.


Enviado por Alvaro Gribel -
17.11.2008
| 15h29m
Impactos no Brasil

Exportação de carne bovina para a Rússia caiu pela metade

A crise financeira que atingiu em cheio a Rússia respingou por tabela nos exportadores de carne bovina do Brasil. As exportações para o país em outubro simplesmente caíram pela metade porque os compradores russos não conseguiram finalizar as compras já contratadas.

Segundo relatório da Scot Consultoria, em setembro foram enviadas 64,33 mil toneladas equivalente de carcaça para a Rússia e em outubro o volume caiu para 32,15 mil toneladas.

Para se ter uma idéia de como a Rússia é um mercado importante para a carne bovina do Brasil, um quarto de tudo que é exportado é destinado aos russos. Como eles ficaram com dificuldade de crédito, forçaram renegociações de preços com os exportadores brasileiros.

- Os russos disseram que não tinham condições de pagar e como ficava mais caro ou até mesmo impossível trazer de volta a carne que já havia sido despachada, os exportadores brasileiros foram obrigados a reduzir preços das mercadorias - explicou a consultora Maria Gabriela Tonini.

A redução pela metade no volume de carne exportada para a Rússia provocou uma diminuição na mesma proporção no faturamento obtido com estas vendas. Enquanto em setembro o faturamento com as exportações atingiram US$ 204,08 milhões, em outubro o valor ficou em US$ 103,67 milhões.


Enviado por Alvaro Gribel e Leonardo Zanelli -
17.11.2008
| 15h11m
Alta de 1,3%

Produção industrial americana não empolga

A produção industrial americana surpreendeu em outubro e cresceu 1,3% frente a setembro. A previsão média no mercado era que a alta fosse bem menor, de apenas 0,2%. Mesmo assim, os economistas não ficaram muito otimistas com o resultado. Isso está acontecendo basicamente por dois motivos: primeiro porque a alta foi impulsionada pelo setor de mineração (6,1%), e isso só significa que algumas mineradoras voltaram a operar depois da temporada de furacões do mês de setembro. Segundo, porque os impactos da crise financeira na indústira só devem ser sentidos de fato a partir de novembro.

- Não foi tão ruim quanto o esperado, mas essa produção não se refere ainda ao pior da crise. A produção industrial de setembro e outubro já estavam contratadas, isso significa que em novembro a taxa deve vir bem pior - explicou o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss.

Além disso, segundo a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, a taxa do mês de setembro foi revista para baixo. Ao invés de queda de 2,8%, houve retração de 3,7%. Com uma base de comparação menor, a variação do mês seguinte tem tudo para crescer. Assim como Voss, ela também prevê taxas ruins pela frente.

- Para os próximos meses a expectativa é de queda na produção industrial, digna de um país em recessão.

A Tendências prevê que a economia ameriana feche 2008 com crescimento de 1,5%, por conta das altas do primeiro semestre. Já para 2009, a consultoria deve revisar para baixo a previsão de crescimento do PIB americano, que hoje está entre 0,5% para 1%.

- Com esses números da economia americana, o crescimento do PIB deve vir menor e ficar próximo de zero no ano que vem - explicou Alessandra. 

No início da tarde desta segunda-feira, as bolsas pelo mundo continuam com tendência de queda. O destaque entre as empresas que estão em alta é a General Motos (12%), com a expectativa de que o Congresso americano aprove um pacote de socorro à industria automobilística.


Enviado por Míriam Leitão -
17.11.2008
| 13h31m
Na CBN

Mundo do G-7 morreu

Ainda sobre a reunião do G-20, como sempre, a verdade está no meio. A reunião não foi nem a mais importante do século XXI, como disse o presidente Lula, e nem foi um fracasso como relataram alguns jornais americanos.Houve concordância em vários pontos e a reunião foi surpreendente.

Não são mais os sete países mais ricos do mundo que comandam sozinhos a economia mundial. Esse mundo morreu e agora o poder está mais bem dividido.

Ouçam aqui o comentário com o Carlos Sardenberg na CBN.


Enviado por Míriam Leitão -
17.11.2008
| 13h17m
Blogosfera

Nós na lista dos 80 da Época

A Revista Época fez uma lista de 80 blogs, do Brasil e do exterior, que ela considera que os leitores não podem perder. Nós estamos na lista. Acho que isso se deve a audiência que temos tido, graças a você internauta. Super responsabilidade. Estaremos aqui atentos ao que é relevante na área econômica, mas claro, com entradas em outras áreas.

Vejam aqui a reportagem da Época "Os 80 blogs que você não pode perder".


Enviado por Alvaro Gribel -
17.11.2008
| 11h41m
Volatilidade

Bovespa abre em queda de mais de 3%

A bolsa brasileira começou mal a semana, com queda de mais de 3% já na primeira hora de pregão, seguindo a tendência dos mercados da Europa e também do futuro americano. O dólar também abriu em forte valorização, voltando a ser negociado acima de R$ 2,30.

De acordo com o gestor de renda fixa da Meta Asset, Henrique De La Rocque, parte da queda é resultado de uma correção de sexta-feira e outra parte da divulgação da recessão japonesa hoje.

Na sexta, as bolsas americanas tiveram uma queda forte nos últimos minutos do pregão, quando a Bovespa já tinha encerrado os negócios. Então De La Rocque acredita que a maior parte da queda de hoje seja em função disso.

- Dos quase 4% de queda que estamos vendo agora pela manhã, acredito que cerca de 3% seja correção de sexta-feira. O resto é por causa da recessão japonesa. Os investidores passarão a semana sensíveis a qualquer dado de atividade que for divulgado - explicou.

Daqui a pouco, os EUA divulgam a produção industrial de outubro e o mercado ainda aposta em pequena alta, de cerca de 0,2%.

Aqui no Brasil, a bolsa de São Paulo ficará fechada na quinta-feira, por causa de feriado de Zumbi dos Palamres. Isso significa que a sexta deverá ser de forte volatilidade, com correção de preços para cima ou para baixo.


Enviado por Alvaro Gribel -
17.11.2008
| 10h27m
Previsões

Focus mantém PIB 2009 mas rebaixa produção industrial

Com 2008 chegando ao fim, e com os possíveis impactos da crise financeira chegando à economia real do Brasil mais forte em 2009, vale monitorar as previsões semanais do boletim Focus sobre os principais indicadores do país para o ano que vem.

Agora pela manhã, a pesquisa elaborada pelo Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras mostrou manutenção pela segunda semana seguida nas apostas para o crescimento de 2009 em 3%. Isso, depois de uma queda de 0,50 p.p. em menos de um mês, com o agravamento da crise financeira. No início do ano, a previsão para 2009 era de crescimento de 4%. Isso mostra que um quarto do PIB previsto já foi perdido.

As previsões de inflação sofreram pouca variação da semana passada para esta. O IPCA 2008 recuou de 6,40% para 6,39% enquanto o de 2009 ficou inalterado em 5,20%. Por outro lado, a previsão industrial de 2009 caiu forte: de 3,70% para 3,16%. É a terceira semana seguida de queda. Há um mês se apostava em crescimento de 4%.

No boletim, percebe-se claramente a volatilidade do dólar. Pela sétima semana seguida, subiram as taxas tanto para 2008 quanto para 2009. Para este ano, a previsão agora é que a moeda feche o ano em R$ 2,10, a mesma coisa para o ano que vem.

Como o Focus faz uma média com 100 análises, geralmente o Boletim demora um pouco mais para responder às mudanças de cenários. Porém, quando isso acontece, mostra que já há um consenso no mercado sobre o que vai acontecer.


Enviado por Míriam Leitão -
17.11.2008
| 9h10m
Na CBN

Contrariando expectativas, reunião do G-20 foi boa

Contrariando as expectativas, a reunião do G-20 em Washington foi boa. Mesmo sem Obama, eles tomaram decisões importantes como a de supervisionar os 30 maiores bancos e voltar a discutir a rodada Doha. Mas o mais importante é que toda vez que eles se reúnem fica mais claro que o G-7 não representa mais sozinho a economia mundial. O grupo precisa aumentar e isso deve incluir o Brasil.

Muita coisa precisa ser discutida para repensar a arquitetura financeira mundial. Um dos pontos mais importantes é sobre a função das agências de risco, que erram demais. Elas também precisam estar sob supervisão. Ouçam aqui o comentário da CBN.


Enviado por Alvaro Gribel -
17.11.2008
| 9h00m
A vez do Japão

Aumenta a lista de países em recessão

Depois de Alemanha, Itália e do bloco da Zona do Euro, hoje foi a vez do Japão. O governo anunciou que o país apresentou retração da economia por dois trimestres consecutivos, e isso significa recessão no conceito clássico.

No 3º trimestre deste ano, houve retração de 0,1%. Já no 2º tri, a taxa foi revista para -0,9%. Isso significa que o país volta a entrar num processo de recessão após sete anos de crescimento.

Segundo a Reuters, o ministro da ecomomia do Japão, Kaoru Yosano, afirmou que o país enfrentará tempos difíceis pela frente e que todos precisam ter consciência de que as condições econômicas podem piorar.