5.1.2009
| 22h50m
MULATA DO GOIS 2009
Portela, Portela...
Vou fingir um ar blasê, como se nem tivesse visto as beldades que enfeitam neste ano o concurso Mulata do Gois, mas só porque, na verdade, escolher, como pediu o Aydano, nosso editor aqui do site, uma só mulata para votar seria uma heresia. Como deixar de votar na Márcia Anjo, representante do Império Serrano, bela até no nome? Ou na indescritível Meiri Lannes, da Mocidade Independente?
Porém, em meio a essa sinuca, decidi votar na Monalisa Lúcia, que traz as cores da Portela, minha escola do coração. É que essa coisa de samba é como religião, futebol e política. Não se discute. É por isso que recorro a dois bambas de Osvaldo Cruz para explicar meu voto de fidelidade à Portela.
Como já cantou Monarco: "Eu sou Portela/ Desde os tempos de criança/ Ainda guardo na lembrança/ Algo e vou revelar/ Me lembro o Paulo quando sorrindo dizia/ Ao sambista que surgia/ O segredo e o seu modo de cantar/ Ficava alegre quando ouvia o entoar de um hino / Lá vem Rufino novidades ele vem apresentar / Abriu-se o piano, surge Mano Caetano/ Abelardo fracassou/ Seu chapéu caiu na linha /Seu terno melhor rasgou / Seu chapéu caiu na linha/ Seu terno melhor rasgou".
Entendeu?
Então, vamos de Paulinho da Viola, com o samba que esquenta a Portela, antes de entrar na avenida: "Se um dia/ meu coração for consultado/ Para saber se andou errado/ Será difícil negar/ Meu coração tem mania de amor/ Amor não é fácil de achar/ A marca dos meus desenganos ficou, ficou/ Só um amor pode apagar/ Porém (ai, porém)/ Há um caso diferente que marcou num breve tempo/ Meu coração para sempre/ Era dia de carnaval/ Carregava uma tristeza/ Não pensava em outro amor/ Quando alguém que não me lembro anunciou:/ Portela! Portela!/ O samba trazendo alvorada/ Meu coração conquistou/ Ai, minha Portela, quando vi você passar/ Senti o meu coração apressado/ Todo o meu corpo tomado/ Minha alegria voltar/ Não posso definir aquele azul/ Não era do céu; nem era do mar/ Foi um rio que passou em minha vida/ E meu coração se deixou levar".
12.12.2008
| 15h26m
EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA
Procuradores cobram R$ 2 bi de quem desmatou na Amazônia
Os números impressionam e falam por si só. Hoje, o Ministério Público Federal no Pará entrou na Justiça Federal com o maior pacote de ações judiciais de que se tem notícia para combater irregularidades ambientais na região. São 107 empresas e 202 pessoas processadas, acusadas de desviar 1,7 milhão de metros cúbicos de madeira. Os procuradores cobram um prejuízo total nos processos que passa de R$ 2 bilhões.
Não pareceu claro? A quantidade de madeira retirada é equivalente ao que seria transportado por 71 mil carretas destas grandes vistas nas apreensões e usadas no transporte ilegal de toras na região.
Além de cobrar pelos danos ambientais, as ações pedem que a Justiça mande os acusados reflorestar a área desmatada, um total de 364 quilômetros quadrados de terras, uma área do tamanho mais ou menos do município de Curitiba, no Paraná.
8.12.2008
| 16h36m
DIA MUNDIAL CONTRA A CORRUPÇÃO
Você conhece o corrupto gente boa?
Peço desculpas aos poucos, mas nobres, leitores deste espaço para dividir com vocês uma angústia um tanto pessoal. Não gosto de fazer isso, confesso. Mas dizê-lo já é cometer uma segunda infração ao Código Editorial deste blog. Portanto, vamos lá: sabem que tenho me surpreendido com a naturalidade e a falta de interesse das pessoas e, em especial, dos mais jovens com a corrupção, os valores éticos e afins? Parece um lugar comum dizer isso? Concordo. Porém, outro dia mesmo, conversava com um amigo, que já não é assim um adolescente e passa pouco dos 30 anos, que, sem maldade, me revelou a existência de uma nova categoria de corrupto aceito com tranquilidade pela sociedade em geral, aquele que "rouba, mas é gente boa". É comum, conhecido - e até antigo - o político ou homem público que "rouba, mas faz", categoria muito difundida naquela grande cidade, motor da economia do Brasil, ao Sul do Rio de Janeiro. Já com o rebaixamento do Vasco, surgiu, entre os torcedores do clube lusitano, o tipo "rouba, mas ganha". De forma quase constrangida, confesso a minha preocupação com o tema. Especialmente, com a versão carioca do "rouba, mas faz", o "rouba, mas é gente boa"... Já tratei aqui muitas vezes de assuntos ligados a denúncias de corrupção, mas fiz essa introdução - no jargão jornalístico conhecida como nariz-de-cera - para elogiar uma medida do Instituto Maurício de Sousa, aquele mesmo, pai da Turma da Mônica, em parceria com a Controladoria-Geral da União, que deve ser lançada amanhã, dia 9, Dia Mundial contra a Corrupção. O “Um por todos e todos por um!” é um projeto para ensinar ética e cidadania em escolas da rede pública a crianças e jovens, educadores, família e comunidade. O objetivo é transformar alunos em cidadãos conscientes, conhecedores de seus deveres e aptos a lutar por seus direitos. Por dois anos, serão feitos exercícios de democracia e convivência nas escolas e comunidades para trabalhar a valorização das diferenças, igualdade de oportunidades para todos, construção de valores e responsabilidades sociais. Serão explorados temas variados. Os exercícios envolvem coisas simples da infância e adolescência, como um assunto escolar, ou outros mais complexos que, atualmente, muitos adultos ignoram, como supervisionar os gastos da administração pública. Boa sorte aos profissionais do projeto e que sejam bem sucedidos.

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