Denúncia anônima pode levar a assassino de ganhador da Mega-Sena em Limeira
Publicada em 19/11/2008 às 09h34m
Bom Dia São Paulo, O Globo
SÃO PAULO - Uma denúncia anônima pode levar a polícia a esclarecer a morte de Altair Aparecido dos Santos, 43 anos. Ganhador da Mega-Sena em 2007, ele foi assassinado na noite de domingo em sua casa, no condomínio Portal das Flores, em Limeira. Segundo a polícia, Altair estava sozinho quando foi baleado.
A polícia descartou a participação da família no crime . A suspeita surgiu porque o local do crime foi lavado. A polícia informou, no entanto, que o chão foi lavado por uma vizinha para que o filho de Altair, de 8 anos, não visse o sangue. Os pais de Altair e a viúva, Maria Isabel Cano, só ficaram sabendo que ele havia levado um tiro no hospital. Eles ouviram um barulho, mas não imaginaram que fosse um tiro.
Ao encontrarem Altair, ele estava caindo e sangrava pelo nariz e boca. Apenas no hospital foi constatado o orifício no peito, por onde, provavelmente, entrou a bala.
Altair ganhou um prêmio de R$ 16 milhões da Mega-Sena, em maio de 2007, junto com outras 14 pessoas. Ele era dono do Bar Gente Fina, onde o bolão foi organizado.
O pai Vanadir José dos Santos; a mãe, Conceição Vilas Boas dos Santos, e a viúva prestaram depoimento nesta terça. Os três estavam na chácara na hora do crime, junto com o único filho da vítima, de 8 anos.
- Há suspeitos. Eles estão sendo investigados. E sem dúvida nenhuma nós vamos chegar no autor deste crime - disse o investigador Walmir Silva.
O fato de o sangue ter sido lavado não prejudica as investigações, segundo os policiais. O que dificulta é o fato do corpo ter sido retirado do local e levado ao hospital.
A polêmica do prêmioO prêmio da Mega-Sena em Limeira foi marcado pela polêmica. Dois homens que todas as semanas participavam do bolão feito no bar Gente Fina, que pertencia a Altair, pleitearam o prêmio, mas acabaram ficando de fora por não terem pago a cota semanal do grupo.
Depois de muita discussão, o grupo aceitou pagar uma parcela de R$ 200 mil a cada um dos dois excluídos. Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52, um dos que ficaram de fora do prêmio, chegou a ser apontado como suspeito. Maria Isabel, mulher de Altair, afirmou que ele vinha fazendo ameaças a seu marido e chegou a dizer que Limeira estava pequena para os dois .
Dorgival prestou depoimento na segunda-feira. Admitiu que havia procurado Altair para pedir mais dinheiro , mas negou o crime. "Isso é uma maldade muito grande. Estou com a consciência limpa", disse ele. A polícia disse que o depoimento dele foi convincente e Dorgival foi liberado após depôr.
A polêmica do prêmioO prêmio da Mega-Sena em Limeira foi marcado pela polêmica. Dois homens que todas as semanas participavam do bolão feito no bar Gente Fina, que pertencia a Altair, pleitearam o prêmio, mas acabaram ficando de fora por não terem pago a cota semanal do grupo.
Depois de muita discussão, o grupo aceitou pagar uma parcela de R$ 200 mil a cada um dos dois excluídos. Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52, um dos que ficaram de fora do prêmio, chegou a ser apontado como suspeito. Maria Isabel, mulher de Altair, afirmou que ele vinha fazendo ameaças a seu marido e chegou a dizer que Limeira estava pequena para os dois .
Dorgival prestou depoimento na segunda-feira. Admitiu que havia procurado Altair para pedir mais dinheiro , mas negou o crime. "Isso é uma maldade muito grande. Estou com a consciência limpa", disse ele. A polícia disse que o depoimento dele foi convincente e Dorgival foi liberado após depôr.
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